BAÚ DO PANDINI - NÚMERO IV: PACE? NÃO, PACINO
Pace? Não: Al Pacino com o capacete do piloto brasileiro, sentado no cockpit do Brabham BT45-Alfa Romeo durante as filmagens de "Bobby Deerfield".
Pace no GP da África do Sul de 1976 (acima). Logo acima do capacete, no canto da asa traseira, nota-se a bandeira dos Estados Unidos colocada no lugar habitualmente ocupado pela do Brasil (abaixo).
Al Pacino paramentado como Pace.
Capa (ou contracapa) do DVD de "Bobby Deerfield".
Nas duas imagens acima: bandeira dos EUA (sempre ela) e nome "Bobby Deerfield" bordados no macacão de Pace.
Al Pacino com Anny Duperey, uma das atrizes do filme.
Cena de acidente produzida especialmente para "Bobby Deerfield".
Este tema já tem várias referências na rede, mas em 2004 não tinha. Foi quando o amigo Victor Lagrotta (por onde anda ele?) fez um comentário sobre “um filme em que o Moco era stuntman do Al Pacino”. Lagrotta mencionou também algo sobre a participação de Jackie Stewart e François Cevert nesse mesmo filme. Minha resposta a ele foi o texto e as fotos reproduzidos abaixo – e o infame título publicado acima.
O filme chama-se “Bobby Deerfield”, que é também o nome do personagem de Al Pacino. Ele interpreta um piloto estadunidense que vai correr na Europa e descobre que sua namorada, Lilian (Marthe Keller), está com câncer. Bobby passa então a se consolar (me faço entender?) com uma fã, Lydia (Anny Duprey). A direção é de Sidney Pollack.
Há histórias interessantes sobre o filme. Realmente Pace foi o “intérprete” de Al Pacino nas imagens de ação. O diretor aproveitou alguns GPs de 1976 para fazer as cenas de corrida com o personagem. Al Pacino usou o capacete e o macacão de Pace. As únicas mudanças feitas no macacão foram a inclusão de uma bandeira dos Estados Unidos e de um bordado com o nome “Bobby Deerfield” sobre o do piloto brasileiro. Quem assistir ao filme verá o antigo logotipo da Brahma, que era patrocinadora pessoal de Pace.
Naquela época, a Brabham colocava no aerofólio traseiro um adesivo com a bandeira do país de origem do piloto. No GP da África do Sul, o carro de Pace correu com a bandeira dos Estados Unidos para que as cenas da corrida pudessem ser aproveitadas no filme. As imagens de ação estão compiladas aqui. As cenas produzidas especialmente para o filme não primam pelo realismo, mas estão longe da ruindade de coisas como “Driven”, de (e com) Silverster Stallone. E nota-se que, na montagem, o diretor usou bastante coisa das imagens reais de corridas. Pode-se até descobrir que Patrick Depailler participou de pelo menos um treino para o GP da Espanha de 1976 (estreia do Tyrrell P34 de seis rodas) com um capacete todo branco. Na corrida, o francês usou um casco com seu desenho habitual.
Sobre as participações de Cevert e Stewart, creio que você está se referindo ao filme que o escocês fez com Roman Polanski, “Weekend of a Champion” (O fim-de-semana de um campeão, em inglês), em 1971 ou 1972. Nunca vi, mas deve ser muito interessante – tanto quanto “O Fabuloso Fittipaldi”, rodado em 1972 e 1973 por Roberto Farias. Cevert nem poderia ter participado do filme de Al Pacino, pois morreu em 1973.
Outro filme de 1973 que – digamos assim – tem corridas como tema chama-se “Troppo rischio per un uomo solo”, traduzido para o inglês como “The magnificent dare devil” e que no Brasil recebeu o ominoso nome “Velocidade, caminho da morte”. Nele, o astro italiano Giuliano Gemma interpreta um piloto argentino acusado de assassinato. No filme, a única coisa que Gemma faz é desfilar com um macacão da Marlboro BRM nos primeiros minutos do filme. Se o seu objetivo for ver cenas de corrida, nem pense em comprá-lo. Se por acaso “Troppo rischio...” estiver passando na TV, assista somente os primeiros minutos, que mostram Emerson e Stewart assinando autógrafos e o acidente na primeira volta do GP da Inglaterra de 1973. Quando Giuliano Gemma for mostrado fora do autódromo, pode desligar a TV e procurar coisa mais interessante para fazer, pois não há qualquer outra cena de corrida e o filme é inacreditavelmente ruim. Abraços. (LAP)
Marcadores: Al Pacino, Baú do Pandini, Bobby Deerfield, Cinema, José Carlos Pace













5 Comentários:
Panda.... Infelizmente a vítima nesse filme horroroso do Stalone foi o Gugelmin.. Teve até close da napa do Kanaan "dormindo" antes da largada.
Abs
Edu.
Pandini, detalhe interessante: a cena do acidente com explosao aparenta claramente ter sido gravada em Le Mans, na curva apos a Dunlop Bridge.
Abracos!
Panda, tô sempre por aqui. Abs velozes . Vitão
Pandini,
parabéns pelo excelente blog...
já adicionei para seguir...
e aproveito para convidá-lo a visitar meu blog > POR DENTRO DOS BOXES - http://pordentrodosboxes.blogspot.com/
um abraço e até o próximo post...
Apesar do interesse, não tive oportunidade ainda de ver esse filme do Pacino.
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