PandiniGP

Automobilismo, motociclismo, música, política, cinema, história... Este é um espaço para compartilhar ideias, opiniões, imagens, sonhos e loucuras. Divirta-se!

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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

FORÇA, LULA!


Estimado ex-presidente Lula:

Sempre costumo dizer que não existem governos "maravilhosos". Mas também digo para quem quiser ouvir que o seu governo, com todas as críticas que teu tenho a respeito dele, foi o melhor que o Brasil teve. Ninguém vai me convencer do contrário.

Ouvi falar do senhor pela primeira vez em 1980, quando tinha 12 anos incompletos e vi na TV algum noticiário sobre operários em greve por melhores salários. Hoje sei que, ao transmitir a notícia, a emissora certamente pretendia fazer eu (e seus milhões de telespectadores) pensar diferente do que pensei: "Se eles trabalham tanto, por que ganham tão pouco?". Nessa mesma época, outra indagação se criou em minha mente: "Por que não tem eleição para presidente no Brasil?". 

Depois de muita luta, aconteceram seis eleições presidenciais no Brasil. Votei no senhor em quase todas (em 1998, votei nulo por alguma razão que deve ter sido pífia, porque nem lembro mais qual foi) e fiquei feliz ao vê-lo ganhar em 2002 e, particularmente, em 2006. Também fiquei feliz ao dar meu voto para eleger sua sucessora Dilma em 2010.

Tudo isso são fragmentos da minha memória. Não têm importância alguma para ninguém, a não ser para mim. Mas foi a melhor maneira que encontrei para explicar por que estou torcendo, e muito, por sua recuperação. Enquanto escrevo, lembro de meu filho Gabriel, de 11 anos de idade, triste ao saber da sua doença - e logo depois extremamente feliz ao saber que as chances de cura são grandes. "Ele vai sair dessa, papai!".

Gabriel tem hoje a mesma idade que eu tinha quando ouvi falar pela primeira vez em Luiz Inácio Lula da Silva. Tem também uma consciência política que eu, com a idade dele, apenas ensaiava ter. E, principalmente, vive um Brasil que, apesar de ainda ter muito o que evoluir, é certamente muito melhor do que aquele de 1980.

Força, Lula!

Um abraço do seu eleitor

Luiz Alberto Pandini

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 195: RALI DE REGULARIDADE... OU QUASE








Este é o tipo de "Mosca Blanca" que mais gosto: fotos inéditas do arquivo de um piloto e recebidas junto com um depoimento do próprio. Estas preciosidades são do amigo Paulo Rig, vencedor e campeão em eventos como os da Driver Cup e Porsche Club. Sempre discreto, Rig nunca havia comentado de seu passado nos ralis brasileiros em nossos anos de convivência.

Cada foto tem no canto inferior direito o ano em que foi tirada. Uma delas, de 1985, mostra Paulo e seu Corcel II na rampa de largada do Rally de San Gennaro, prova de regularidade que tinha certa tradição e que coincidia com a festa paulistana anual para o santo padroeiro de Nápoles. Reparem também na quantidade de gente que acompanhava as largadas de provas noturnas (ou que, pelo menos, começavam à noite) em São Paulo. Perguntei ao Paulo como é que deixavam correr sem capacete e ele deu outros detalhes. Passo-lhe a palavra.

"[Os ralis de regularidade] foram minha primeira escola de pilotagem por seis anos seguidos, e no meu entender a melhor, onde a gente aprende realmente a "vestir" o carro. O capacete era opcional apenas para quem tivesse santantonio.

Foram na maioria provas de regularidade. Como tinham muito poucos rallyes de velocidade, as médias dadas pela organização eram altíssimas. Ou seja: mesmo na regularidade nosso ritmo era muito próximo ao das provas de velocidade. Também fiz alguns, e por sinal eu achava mais fáceis...
Depois veio o kart Mini/Parilla Evolution 2T por cinco anos até 2003, no campeonato paulista oficial e outros não oficiais na categoria Senior B.

Nas fotos, os navegadores eram Raul (Dodge 1800), Ary (VW 1600) e Ivo (Corcel II). A curiosidade é que eu corria como Novato. Como não tinha a menor condição de encarar os carros de fábrica, todo ano que eu deveria passar para a categoria Graduado, eu dava um jeito de continuar como Novato no ano seguinte...

Para mim era uma época sem grandes responsabilidades e o mais importante era se divertir. Muitas informações se perderam no tempo, mas lembro que o Dodginho era o carro da mãe... O que incomodava era cuspir tijolos quando acabavam as provas!

Ricardo Costa (Costinha), de São Paulo, hoje diretor do departamento de rally da Fasp, e Jorge Fleck, do Rio Grande do Sul, hoje administrador do Velopark, são alguns dos grandes nomes do rally da época.


Abraços!

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domingo, 23 de outubro de 2011

LÁGRIMAS



Para quem gosta tanto de automobilismo e motociclismo, uma das piores notícias que se pode receber é a da morte de um piloto em um acidente.

Bom descanso, Marco Simoncelli.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

TENTATIVA INFELIZ DE APAGAR UMA TRISTE HISTÓRIA

Toda a promoção da Las Vegas Indy 300 estava centralizada em Dan Wheldon. Veio a tragédia e agora tem gente que considera ser possível apagar os vestígios da existência da corrida.


O site da IndyCar (http://www.indycar.com/) simplesmente apagou de seus arquivos as referências à corrida de Las Vegas. Óbvio, permaneceram as notícias sobre Dan Wheldon, mas informações básicas sobre o evento desapareceram. Ao clicar em "schedule", o internauta verá informações de datas, pistas, resultados e listas de inscritos somente até o evento de Kentucky. A Las Vegas Indy 300 simplesmente não aparece mais.

O trabalho de "limpeza" começou já na noite de domingo. Há muitos anos, criei o hábito de salvar e guardar documentos oficiais e folhas de tempos da F1, Indy, Le Mans e Mundial de Moto para consulta ou simples preservação em arquivo. Tais documentos sempre me foram úteis.

Neste ano, incumbido da missão de escrever o artigo da Indy (entre outros) para o anuário AutoMotor, fiquei ainda mais atento à coleta de dados, especialmente os resultados de corridas e grids de largada. No caso de Las Vegas, eu havia salvo o "spotters guide" (arquivo com os desenhos de todos os carros e pilotos) e voltei à página inicial para salvar o PDF do grid de largada. Surpresa: a data e a prova de Las Vegas haviam simplesmente desaparecido (veja em http://www.indycar.com/schedule/). Consegui chegar ao PDF do grid por outro caminho (um link enviado por e-mail pelo próprio serviço de divulgação da IndyCar) e copiei o resultado da prova até a fatídica 12ª volta (no momento em que escrevo, ainda disponível em http://racecontrol.indycar.com/Default.aspx?ResultMode=TIME).

Pergunta inevitável: quem será o "jênio" que pretende reescrever a história com decisões como essa? É perfeitamente compreensível tirar do site qualquer referência "festiva", diante da tragédia ocorrida. Mas apagar o fato de que a corrida de Las Vegas constava no calendário de 2011 me parece patético. Também incompreensível é tratar milhões de jornalistas e fãs de todo o mundo como se todos fossem crianças de um ano e meio de idade (basta tirar o brinquedo de perto para a criança esquecer dele). Todos nós sabemos, e as futuras gerações continuarão sabendo, que uma corrida estava marcada para 16 de outubro de 2011 em Las Vegas. Nada vai mudar o fato de que aconteceu um treino classificatório e que, antes do acidente fatal de Wheldon, foram percorridas 12 voltas de uma corrida chamada Las Vegas Indy 300. O fato de ela ter sido encerrada e declarada sem vencedor (atitude corretíssima diante do que aconteceu) não elimina sua existência. E, principalmente, não vai trazer Dan Wheldon de volta.

Às vezes, fico com a impressão de que certas pessoas se consideram representantes de uma etapa na evolução da humanidade. Muitas vezes, são. O homo sapiens veio depois delas.

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domingo, 16 de outubro de 2011

DAN WHELDON (1978-2011)



 
 Dan Wheldon comemorando as vitórias na 500 Milhas de Indianapolis em 2011 (no alto) e em 2005 (no centro). Na foto acima, o piloto inglês posa com o troféu da vitória de 2011, com seu Dallara-Honda e com o Marmon-Wasp vencedor da primeira edição da 500 Milhas de Indianapolis, em 2011.


Comecei a gostar de automobilismo após presenciar um acidente que resultou na morte de um piloto - Ronnie Peterson, no GP da Itália de 1978. Nesses 33 anos, assimilei tudo o que se costuma dizer quando um piloto morre. Automobilismo é um esporte de risco. Quem lida com automobilismo precisa estar preparado para a possibilidade de acidentes fatais. Entram também considerações que variam de acordo com as crenças de cada um - no destino, em Deus, em fatalidade.

Continuei gostando desse negócio mesmo depois da morte de um dos meus ídolos, Gilles Villeneuve, nos treinos para o GP da Bélgica de 1982. E de inúmeros acidentes que levaram embora pilotos de carro e moto. Mencionar as perdas que mais me abalaram seria tétrico e maçante. A lista é muito longa.

Hoje, acompanhei a corrida de Las Vegas da Indy pelo VT da Bandeirantes, sem ter a mínima ideia do que havia acontecido. Passei o dia todo fora de casa e, ao chegar, não quis acessar internet: preferi ver como se fosse ao vivo. Quando vi o acidente, soltei um grito - aquele palavrão em que você não xinga ninguém, mas sim exterioriza o susto e o temor de alguma consequência grave.

Foi nessa hora que o telefone tocou. Era Gabriel, que também estava vendo a corrida. Ao ver o acidente, ele entrou na internet e me ligou para dar a notícia:

- Você viu que o Dan Wheldon morreu?

Como espectador ou como jornalista, acompanhei várias mortes de pilotos. Você sempre imagina que está "preparado" para certas coisas. Que engano. Quanta pretensão. Nunca estamos preparados. Foi impossível conter o choro. Fiquei vendo o restante da transmissão - as voltas de homenagem, o choro dos pilotos e equipes, a tristeza do campeão Dario Franchitti, que foi colega de Wheldon na então equipe Andretti-Green.

Ponho o ponto final neste texto e vou sair para tomar um café com o Gabriel. Tenho certeza de que vamos falar muito sobre certas coisas da vida. Aqueles papos que todo pai acaba tendo com os filhos nesses momentos "para prepará-los para a vida". Espero ter serenidade e clareza mental para fazer isso com dignidade.

Bom descanso, Dan.



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terça-feira, 11 de outubro de 2011

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 194: GP DE ARAGON DE MOTOGP, POR JORGE SÁ

Segunda parte da publicação do produto do périplo do Jorge Sá pela Europa em setembro. Desta vez, as fotos do GP de Aragon de MotoGP. Divirtam-se!
Todo mundo junto logo depois da largada. Ben Spies, da Yamaha (11), à frente da Honda de Daniel Pedrosa (26).

A Honda de Pedrosa à frente da Yamaha de Colin Edwards. A foto foi feita nos treinos - a equipe Repsol Honda mudou a pintura das motos entre o treino e a corrida.

Pódio em Aragon: Casey Stoner (vencedor), Daniel Pedrosa (segundo colocado) e Jorge Lornzo (terceiro).

Jorge Lorenzo, campeão mundial de 2010, à frente de Hiroshi Aoyama. Repare que o número 1 da moto de Lorenzo é formado pelas iniciais "J" e "L".

Casey Stoner fazendo o que mais gosta: corrigir as derrapagens da moto... 

Andrea Dovizioso durante os treinos. Na corrida, caiu na primeira volta. 

O supercampeão Valentino Rossi em sua Ducati. Uma temporada para esquecer.

Rossi e sua prece junto ao pedal da moto antes da largada. O ritual é antigo e não tem nada a ver com a falta de competitividade da Ducati na atual temporada...

Felicidade visível nos olhos do vencedor Stoner, cada vez mais próximo de seu segundo título mundial na MotoGP. 

Hector Barbera, Ducati 

O joelho e o cotovelo visíveis a bordo desta Suzuki são de Álvaro Bautista.

Cal Crutchlow, da Yamaha Tech 3.



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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 193: GP DA ITÁLIA DE FÓRMULA 1, POR JORGE SÁ

O camarada Jorge Sá teve um mês de setembro chatíssimo. Uma ida a Portugal para visitar a família transformou-se em um verdadeiro calvário, já que a cada final de semana havia um programa mais aborrecido do que o outro. Começou com o GP da Itália de Fórmula 1 em Monza, prosseguiu com a etapa da MotoGP em Aragon, com a prova do Le Mans Series em Estoril e só foi encerrado com o DTM em Valencia.

Para amenizar tamanho sofrimento, ele preferiu fotografar as corridas. Com grande atraso (não preciso dizer que o blogue tem ficado um pouco de lado nos últimos tempos), publico o material, na ordem cronológica das provas.





Sequência 1: o acidente na largada, com Liuzzi descontrolado na grama até atingir Petrov e Rosberg, com os outros na base do "salve-se quem puder".






Sequência 2: Webber tenta ultrapassar Massa (sem muito sucesso...) e Barrichello é obrigado a passear pela grama. 


Para terminar, um embate entre dois supercampeões: Alonso e Schumacher.

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