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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

JOGO DE EQUIPE

"Dê passagem a Mika ou será demitido". Mensagem amistosa e agradável de Dennis para Coulthard no GP da Europa de 1997. Lembre-se disso quando a McLaren fazer críticas ao jogo de equipe.


"Ah, o título já estava decidido, não fez diferença para o campeonato. Então, o jogo de equipe da Red Bull não foi tão ruim."

Li e ouvi coisas assim, inclusive de gente que reputo como séria, depois da claríssima manobra da Red Bull para dar a vitória a Mark Webber em Interlagos. Em outras circunstâncias (ajudar o principal piloto da equipe a conquistar um título, por exemplo), não pode: aí o pessoal brada que jogo de equipe é ilegal, imoral, engorda e é pecado.

A FIA proibiu jogo de equipe - algo tão eficaz quanto proibir uma pessoa de soltar pum em vias públicas. E com isso chegou-se a uma situação ridícula: todas as equipes fazem jogo de equipe, todo mundo percebe, mas a coisa tem que ser disfarçada com mensagens do tipo "Fernando is faster than you", "Vettel tem problemas de câmbio" ou "Nico, você tem que poupar combustível". Se alguém se atrever a falar "Sebastian, dê passagem a Mark", será punido. Já cheguei a ouvir críticas não apenas ao jogo de equipe em si, mas também à "maneira" como ele foi feito. Uns malham subterfúgios como os citados acima; outros acham que o jogo de equipe "escancarado" é pior. Parece aquela história: o padre ficou puto quando um fiel perguntou se podia fumar enquanto rezava. E deu aprovação sem restrições a outro fiel, que perguntou se podia rezar enquanto fumava.

Haja hipocrisia. Haja incoerência.


Essa turminha ficaria horrorizada se ouvisse os diálogos entre Ron Dennis e David Coulthard no GP da Europa de 1997. Se você estiver sem tempo para procurar, uma frase do patrão para o piloto já basta: "David, se você não der passagem para Mika na próxima volta, será demitido. Fui claro?".

No automobilismo profissional, os pilotos são contratados para defender os interesses das equipes. Mas ainda tem gente que acha o contrário.

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3 Comentários:

Blogger Anísio Câmara disse...

Ano passado a Red Bull ficou com a ótima pecha de ética, usou isso como marketing.
Ontem houve quem justificasse também como bom o jogo pois valia o vice-campeonato para o Webber.
Mas... O título não é mais interessante? Então se fez pelo vice não pode ter feito pelo campeonato?
O ano do Webber foi muito diferente do que foi ano passado... Sei lá!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011 10h45min00s BRST  
Blogger harerton disse...

Pandini,

O jogo de equipe não havia sido liberado esse ano?

[ ]'s

segunda-feira, 28 de novembro de 2011 14h56min00s BRST  
Blogger Paula Pacheco disse...

Sou contra. De qualquer jeito, por qualquer motivo, em qualquer circunstância. Talvez exatamente por isso já não tenha um décimo do gosto ou do interesse que tinha por F1 - ou qualquer outro esporte. É tudo muito sujo, muito nojento pro meu gosto. Não só no esporte aliás, mas aí a conversa é outra...

Beijocas

Paula

segunda-feira, 28 de novembro de 2011 18h31min00s BRST  

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