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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

domingo, 17 de julho de 2011

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 192: CONTERRÂNEOS



Uma ida a Santos me fez lembrar destas fotos, "pirateadas" há algum tempo do site do fotógrafo Rogério da Luz. Os jornais "A Tribuna" e "Cidade de Santos" (este, fechado em 1987) costumavam dar boa cobertura ao automobilismo e, claro, aos pilotos da terra que lutavam por vitórias no automobilismo e no motociclismo. Eu, evidentemente, torcia por eles. Além do aspecto bairrista, eu imaginava que vitórias de santistas poderiam incentivar a construção de um autódromo na cidade - como se nela houvesse algum espaço para isso...

Cláudio Cavallini, piloto do Fusca número 58 das fotos, era amigo de um conhecido de meu pai chamado Nelson Alves. Foi o primeiro piloto de automóvel com quem conversei na vida - foi em 1984, quando eu tinha 16 anos. Cavallini havia corrido na Divisão 3 e na Fórmula Super Vê na primeira metade da década de 1970. Depois, parou de correr. Conheci-o poucas semanas antes de ele voltar às pistas disputando o Brasileiro de Marcas com um Fiat Oggi da equipe Alpi, concessionária Fiat que ficava na rua Oswaldo Cruz, a poucas quadras do Colégio Santa Cecília, onde eu estudava. Meses antes, a Alpi expusera o Enricone de Attila Sipos, campeão da Fórmula Fiat em 1983. Para mim, aquilo equivalia a ver um Fórmula 1 ao vivo. Para minha cabecinha, aquilo equivalia a ter uma equipe de Fórmula 1 vitoriosa a poucas quadras de casa.

Voltando ao Fusca do Cavallini: reparem no "trabalho aerodinâmico" feito no carro. Essa era uma das coisas mais legais da Divisão 3: ver três dezenas de Fuscas correndo entre si e nenhum ser igual ao outro. Os preparadores usavam e abusavam da criatividade, criando cortes e formatos diversos de pára-lamas, tampas do motor e do porta-malas, etc.

O outro carro, o FNM número 1, ostenta o logotipo da Car Veículos, concessionária FNM (e posteriormente Fiat) de Santos. Não tenho ideia de quem era o piloto. Se alguém souber, por favor manifeste-se.

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2 Comentários:

Blogger fernando disse...

Fantástico o tratamento dado à carroceria do Fusca. Você sintetizou perfeitamente o que mais atraía um espectador leigo em mecânica: o visual dos preparados para a Divisão 3.
Lembro do nome dele nas categorias citadas (Div. 3 e F.Super-Vê), assim como do logo da concessonária Veleiro, embora não lembrasse do sensacional capô com radiadores (presumo).
Do FNM não tenho lembrança, meu palpite é que a foto seja de entre 1971 e 73.

terça-feira, 19 de julho de 2011 19h48min00s BRT  
Blogger fernando disse...

Olhando melhor a foto do Fusca: não são radiadores no capô, é um incremento aerodinâmico para gerar downforce na dianteira. Genial.

terça-feira, 19 de julho de 2011 20h11min00s BRT  

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