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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

sábado, 25 de junho de 2011

LA MOSCA BLANCA – NÚMERO 189: TIGER-ALFA ROMEO...






O Tiger e um de seus pilotos, Salvatore "Toti" Sutera...

...e um exemplar do Alfa Romeo Giulia TZ - ou "como era o carro antes de virar Tiger". Qual você prefere? 

Pois é, este ninguém acertou. Acho que só mesmo quem esteve na Targa Florio de 1972 poderia ter na lembrança esta joia da criatividade automobilística: o Tiger, um... carro inscrito pela Scuderia Nissena-Caltanissetta e pilotado pelos italianos Carmelo Giugno e Salvatore “Toti” Sutera.

A criação do Tiger teve uma razão. Carmelo Giugno corria com um Alfa Romeo Giulia TZ1, um belo carro esporte. O problema é que a homologação desse modelo já havia expirado e isso o impedia de correr na “Targa” de 1972. A solução foi transformá-la em um “protótipo” e inscrevê-la na classe “Sport 1.6”. Daí em diante, deu-se uma comédia de erros.

Os dois pilotos, cada um morando em uma cidade e ocupados com suas tarefas cotidianas, se comunicavam aos solavancos e confiaram as modificações a um “carrozziere” chamado Gerbino (guardem bem esse nome). No dia da verificação técnica para a prova, chega o “Alfa Romeo Giulia TZ Speciale Spider 1.6”, ou simplesmente Tiger, um verdadeiro tijolo sobre rodas. Orgulhoso de sua obra, o autor fez questão de assiná-la e providenciou uma plaqueta com a inscrição “Carrozziere Gerbino” para aplicar na parte interna do Tiger. Giugno e Sutera quase caíram duros quando viram o carro. Mas não viram outro jeito a não ser inscrevê-lo para a Targa Florio de 1972.

A carroceria era feita em alumínio e, não se podia negar, fez o peso do bólido diminuir em cerca de 50 kg. O conjunto ficou tão leve que a dirigibilidade transformou-se em um problema. O motor havia sido retificado poucas semanas antes da corrida e, durante a corrida, sofreu com a refrigeração deficiente. As aberturas no painel dianteiro não davam conta de prover o ar fresco necessário para manter o motor na temperatura adequada. A aerodinâmica... bem, é isso que se pode ver nas fotos.

“Toti” conseguiu dar quatro voltas na corrida (lembre-se que, na Targa, cada volta tinha mais de 72 km), antes de abandonar em definitivo com o motor travado. Até hoje, é grato ao amigo Giugno por ter recebido a possibilidade de inscrever seu nome entre os participantes da Targa Florio. Em sua cidade, Floriopoli, o Tiger ficou mais famoso pelo apelido “trator”.

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4 Comentários:

Blogger roger disse...

As rodas são de JK!

sábado, 25 de junho de 2011 13:53:00 BRT  
Blogger Ituano Voador disse...

Cáspita, isso está parecendo uma BMW. Targa Florio? Isso é que é baú, hein... rsrs

segunda-feira, 27 de junho de 2011 14:12:00 BRT  
Blogger fernando disse...

caramba esse tá difícil.

pelo que parece ser um nome em italiano do patrocínio na frente da caranga, pela estrada e por piloto sem navegador, acho que é numa Targa Florio.

segunda-feira, 27 de junho de 2011 18:35:00 BRT  
Blogger roger disse...

-Digo as rodas traseiras de Alfa (então)...

terça-feira, 28 de junho de 2011 22:05:00 BRT  

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