PandiniGP

Automobilismo, motociclismo, música, política, cinema, história... Este é um espaço para compartilhar ideias, opiniões, imagens, sonhos e loucuras. Divirta-se!

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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 175: OS ARQUIVOS DA "ÚLTIMA HORA", PARTE 4

Foto 1 

Foto 2 

Foto 3 

Foto 4 

 Foto 5

Foto 6 

Foto 7 

Foto 8 

Foto 9 

Foto 10 

Foto 11 

Foto 12 

Foto 13 

Foto 14

Mais um lote de fotos da "Última Hora". Destas, apenas a data (19 de janeiro de 1952) como identificação. Mas, pelos carros, deve ter sido uma corrida importante - quem sabe, o GP da Gávea. Pelas pinturas, arrisco dizer que as fotos 1, 3, 6 e 10 mostram pilotos argentinos - as cores da Argentina eram azul escuro com capô amarelo e, a menos que eu esteja vendo demais, há o logotipo redondo da petrolífera estatal YPF nas laterais do(s) carro(s). Tenho também a impressão de que a foto 2 mostra uma Ferrari e que ao volante está Chico Landi. Mas não tenho certeza.

Como sempre, o espaço está aberto a quem tiver alguma informação sobre as fotos.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

OS "BLOGUEIROS SUJOS" E A RAIVA DA "GRANDE MÍDIA" NATIVA


Estive no Rio de Janeiro nos últimos dois dias. Missão profissional prevista para durar dois dias e que eu pretendia estender para três (ou seja, hoje) se não fosse o clima de guerra civil que tomou conta da cidade. Entre telefonemas e mensagens de texto (eu havia colocado "torpedos", mas considerei que a palavra poderia ser mal interpretada) de familiares e amigos preocupados, fiz uma parte do que havia planejado e, na quarta-feira à noite, ainda tive oportunidade de assistir a um maravilhoso show de Paula Morelembaum na sede da Fundação Eva Klabin, na Lagoa. Ali, pude viver um pouco do que poderia ser um Rio de Janeiro em paz, sem miséria, sem violência, com vida cultural riquíssima, urbanização planejada, famílias e grupos de amigos aproveitando as belezas da cidade a qualquer hora do dia ou da noite, sem preocupações. Um Rio de Janeiro de sonho, que existiu nas minhas ilusões (conscientes) durante as três ou quatro horas em que permaneci no lugar.

O clima de medo era generalizado, mas as cenas de guerra aconteceram todas em locais distantes daqueles em que eu estive. Ontem o comércio fechou as portas mais cedo. No final da tarde, as pessoas tentavam desesperadamente voltar para casa. Trânsito engarrafado (fazia tempo que eu não escrevia esta expressão), ônibus lotados e pessoas tentando de tudo para conseguir um táxi (tive muita sorte ao conseguir um rapidamente para me levar da Barra, onde fica a loja da Porsche, ao aeroporto Santos Dumont, onde eu pegaria o voo de volta para São Paulo): tudo isso me fez lembrar do "feriado do PCC", sobre o qual escrevi em maio de 2006 (clique aqui para ler meu relato e aqui para ler o inesquecível complemento, com expressões que ficaram marcadas e são usadas até hoje).

Todo esse longo intróito foi para contextualizar o fato de que, por estar no Rio e procurar alguma coisa para fazer no hotel enquanto esperava um táxi, tive a oportunidade de ler logo pela manhã a matéria acima, em que um legítimo representante da "grande mídia" usa a entrevista concedida pelo presidente Lula a dez blogueiros para destilar seu vasto cabedal de ódios, preconceitos, obtusidades e subterfúgios para acusar os "blogueiros sujos" de serem exatamente o que eles mesmos, da "grande mídia", são: comprometidos até a medula com determinados grupos políticos.

É curiosíssimo ver a "grande mídia" fazendo questão de apregoar sua "independência". Com todo o respeito, não são independentes porríssima nenhuma. Para sobreviver e manter seu poder, fazem conchavos políticos e dependem de anúncios de grandes empresas e de governos - inclusive, vejam só, do governo Lula, que eles tanto criticam como sendo "ameaça à liberdade de expressão". Independentes, meus amigos, somos nós, os "blogueiros sujos", que vivemos de nosso trabalho e não recebemos sequer um cruzeiro furado para manter nossos espaço virtuais em atividade.

Como escrevi em algumas caixas de comentários de "blogueiros sujos", matérias como essa aí em cima mostram que a velha mídia está vendo a água chegar nas narinas, mas faz questão de manter a pose e agir como se nada estivesse acontecendo. A “cobertura” do jornal da Roberto Marinho Company foi uma das coisas mais hilárias que já vi. Tão debiloide que ninguém teve coragem de assinar a “matéria” nem a pequena coluna publicada sob a rubrica “opinião” que a acompanha.

Quem quiser ver mais repercussões da histórica entrevista de Lula aos blogueiros pode acessar http://3.ly/DQTF e ler o blog Limpinho & Cheiroso. A íntegra da entrevista pode ser vista em vários blogues com links aí à esquerda, como o da Fórum, de Renato Rovai; do Escrevinhador, de Rodrigo Vianna; do Brasília eu Vi, de Leandro Fortes; o Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha; e - claro! - do Cloaca News, do meu colega nos bons tempos da Editora Azul, o respeitável e respeitado Sr. Cloaca.

(Um PS mais do que necessário: só agora vi o excelente comentário do Miguel do Rosário em seu novo blogue, o Gonzum. Para ler, clique aqui.)

Roberto Marinho (à direita) e o general João Figueiredo, último presidente da ditadura militar. Para alguns, jornalismo independente é isto.

Abaixo, reproduzo um texto do camarada Rodrigo Vianna, meu colega de sala na Cásper Líbero (e também de festas, viagens, debates e outros eventos da nossa juventude bem vivida) e um dos blogueiros que entrevistaram Lula. Quem quiser ler "no original" pode clicar aqui.


Casa Grande raivosa
Dói o fígado de “O Globo”: por que será?


O jornal da família Marinho publicou chamada na capa sobre a entrevista de Lula aos blogueiros. E, numa página interna, estampou matéria de alto de página sobre a coletiva no Palácio do Planalto. O objetivo, evidentemente, era esculhambar os blogueiros e o presidente da República.


Achei muito engraçado: a turma de Ali Kamel está perdida. Passar recibo dessa forma a meia dúzia de blogueiros? Isso mostra o que? Que eles temem a blogosfera. Já não falam sozinhas. O fígado dos que dirigem as “Organizações Globo” dói por dois motivos:

- já não formam opinião como antes, e não decidem eleição (por mais que eu seja o primeiro a reconhecer que a velha mídia segue a concentrar algum poder; erra quem menospreza esse poder hoje cadente);

- já não falam sozinhos no Brasil.

Alguns amigos escreveram pra perguntar se não seria necessária uma “resposta” a “O Globo”. Outro bom amigo, o Beto Pandini, ligou logo cedo pra avisar: “você não pode deixar de ler O Globo, a cobertura deles sobre a entrevista com Lula é de rolar de rir”.

Concordo com o Beto. É engraçado”O Globo” chamar os blogueiros de “chapa-branca”.

He, he.

As “Organizações Globo” cresceram sob a ditadura, de braços dados com os militares. Depois, nomearam ACM para Ministro das Comunicações de Sarney. Na sequência, elegeram Collor. E ajudaram o país a vender suas estatais na era FHC. Essa é a história da Globo e de “O Globo”. Conheço bem, até porque lá trabalhei por 12 anos.

A história é autoexplicativa.

Globo, Folha, Abril e outros estão esperneando contra os blogueiros. É o ódio de quem já não pode ditar os rumos do país, sentado na varanda da Casa-Grande – esse tempo se foi. Ódio a Lula, ódio à mudança. Sentem ódio do país que, pouco a pouco, se torna mais democrático.

Alguns dos que estávamos sentados na sala do Palácio, a entrevistar Lula, no passado éramos vistos apenas como possíveis “empregados” da velha mídia. Hoje, podemos também ser concorrentes. Ainda que de forma modesta. Isso, eles não perdoam!


De minha parte, digo sempre: tenho lado e me orgulho disso. Sou de esquerda, e defendo as ações do governo Lula que considero favorecer a justiça social e o avanço do Brasil. Resguardo, no entanto, o direito de criticar tudo aquilo que achar necessário. E procuro não brigar com os fatos. Mas tenho lado.

“O Globo” também tem lado. Finge que não tem. E assim se torna ainda mais ridículo.

O lado em que está “O Globo” vive hoje na defensiva. Maior sinal disso é que tenha passado esse recibo gigantesco: o velho jornal carioca gastou papel, manchetes e mentiras para atacar meia dúzia de blogueiros “sujos”.


He, he. Como diz o Beto, é até engraçado. E como eu disse ontem no primeiro texto sobre a entrevista com Lula: algo se moveu no mundo das comunicações do Brasil. E “O Globo” – sem querer – ajudou a deixar isso mais claro!

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 174: ARQUIVOS DA "ÚLTIMA HORA", PARTE 3























"Corrida de stock car no campo do Fluminense, 21 de março de 1956." Estas são as únicas informações sobre as fotos acima. Que "stock car" seria essa? Os carros não são contemporâneos da prova, e sim modelos das décadas de 30 e 40. Várias fotos me fazem crer que não foi exatamente uma corrida, mas um dérbi de demolição (um tipo de competição que voltou brevemente ao Brasil em meados das décadas de 1970, com o nome "choque-car", e de 1980, como "Demolition Car").


Sobre as fotos acima, repito, tudo o que escrevi acima é mera conjectura. Informações concretas eu não tenho. Quem tiver, fique à vontade para se manifestar.

Um ADENDO, talvez necessário para os - digamos assim - jovens demais que possam ter estranhado o termo "choque-car". Décadas atrás (umas três ou quatro), a palavra "choque", a mesma que se usa para descarga de corrente elétrica, era comumente utilizada como sinônimo de "colisão". Frases como "um choque entre dois carros" ou "dois carros se chocaram" são facilmente encontráveis em publicações da época.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

$ENNA, O FILME


O ano era 2004. De um amigo, recebi o pedido para gravar o “Globo Repórter” dedicado aos dez anos da morte de Ayrton Senna. Fi-lo, imaginando de antemão o que viria pela frente: um programa inteiro com louvaminhas nas quais a carreira vitoriosa e a morte prematura eram apenas pretextos para compor um quadro que apresentasse “o campeão”, “o patriota”, “o conquistador de mulheres”, “o ser humano”. E, claro, que tentasse arrancar lágrimas dos telespectadores, bem ao estilo dos responsáveis pelo “padrão Globo de jornalismo”.

Minhas suspeitas se confirmaram. O programa teve tudo isso e mais um elemento: “o filantropo cuja obra social passou a ser organizada por meio de um instituto com seu nome, criado por familiares após sua morte”. Em suma: aquele “Globo Repórter”, na minha visão, se assemelhou muito mais a uma peça de propaganda do Instituto Ayrton Senna do que a um documentário jornalístico sobre a carreira do piloto.

Corta para 15 de novembro de 2010. Eu já havia esquecido de todos os acontecimentos narrados acima quando fui ao cinema para assistir “Senna”, o documentário da produtora britânica Working Title dirigido por Asif Kapadia com roteiro de Manish Pandey. Relatos dos amigos jornalistas que haviam visto o filme eram animadores: boas entrevistas, imagens inéditas, direção competente ao montar o filme a partir de entrevistas antigas e sem recorrer a um narrador fixo. Somente duas pessoas deram depoimentos exclusivamente para o filme: Reginaldo Leme, que acompanhou de perto toda a carreira de Senna desde o kart, e a onipresente Viviane Senna, sempre atenta para salvaguardar os direitos de uso de nome e imagem do irmão.

Apesar da quantidade e qualidade de material inédito, saí do cinema com uma estranhíssima sensação de já ter visto aquele filme antes. Foi aí que lembrei do “Globo Repórter”. “Senna”, o filme, explora três vertentes: a determinação do piloto, a rivalidade com Alain Prost (aqui, inevitavelmente entra junto o enfrentamento do piloto brasileiro com Jean-Marie Balestre, presidente da FISA entre 1978 e 1991) e a idolatria ao piloto brasileiro. Estes três eixos podem ter sido apenas uma opção do diretor ao priorizar determinados acontecimentos em detrimento de outros − algo que seria perfeitamente natural, devido à impossibilidade de explorar rigorosamente todos os aspectos da carreira de um piloto como Senna em um documentário de duas horas. A questão, para mim, é que a semelhança de conteúdo (e, principalmente, de “não conteúdo”) entre o “Globo Repórter” de seis anos atrás e o filme que está em cartaz é grande demais para ser mera coincidência.

Em ambos, desapareceram da narrativa sobre a vida de Senna os fatos “inconvenientes” à imagem de esportista invencível e de super-herói impoluto, características tão caras aos que hoje detém o “direito” de explorar a imagem do ídolo morto. Conflitos, só aqueles dos quais Senna saiu engrandecido, ao menos perante o público. As rusgas com Nelson Piquet, tanto as esportivas quanto as extra-pista, sequer são mencionadas. Nigel Mansell, com quem Senna se estranhou várias vezes dentro e fora das pistas, só é mencionado como o adversário na luta pelo título de 1991. Tanto no “Globo Repórter” quanto em “Senna”, a carreira do piloto antes da F1 é mencionada de maneira extremamente superficial − e não faltam títulos, vitórias, histórias interessantes e mesmo controvertidas passadas no kart, na Fórmula Ford e na Fórmula 3. Polêmicas menores ou desconhecidas do grande público, mas não menos reveladoras da personalidade do piloto, também ficaram de fora.

O caráter oficialesco de “Senna” é notado de diversas maneiras. As citações ao Instituto Ayrton Senna, que deu seu aval à produção do filme, são apenas as mais evidentes. A diferença de tratamento dada a Xuxa e Adriane Galisteu coincide exatamente com as preferências da família Senna. Goste-se ou não de Adriane, era com ela que Senna namorava em 1994 − e não faltam entrevistas dadas na época, com revelações sobre diálogos com o piloto apenas um dia antes de sua morte.

“Senna”, o documentário, cumpre com brilhantismo suas funções: ser um instrumento (não muito sutil) de merchandising do Instituto Ayrton Senna, servir como (mais um) produto de arrecadação de fundos e manter o mito Senna na memória coletiva para que o IAS possa continuar faturando com produtos e eventos como livros, vídeos, exposições, cartões de crédito, brinquedos, corridas a pé, alimentos, porta-copos, cadeiras de praia e tudo o mais que possa ser licenciado (leia-se "pago") para usar a imagem de Ayrton Senna. No entanto, foram as façanhas de Senna nas pistas que possibilitaram as existências do ídolo e do mito − e não o contrário, como as obras “oficiais” sobre o piloto fazem transparecer, deliberadamente ou não. Infelizmente, os fãs de automobilismo continuam aguardando a realização de um documentário com D maiúsculo sobre a carreira de Ayrton Senna.

PS - O nome completo do piloto citado por Senna em 1993 como o rival com quem mais teve prazer em duelar na carreira é Terry Fullerton. Para quem se surpreendeu com a revelação, trata-se de um piloto inglês que abriu mão de disputar as categorias de base do automobilismo e construiu uma sólida carreira profissional no kart − algo bastante comum no kartismo europeu.

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domingo, 14 de novembro de 2010

MERECIDO


Sebastian Vettel conquistou seu primeiro título mundial na primeira vez em que o campeonato chegou à última prova com quatro pilotos em condições de serem campeões. Tornou-se o mais jovem campeão mundial de todos os tempos. E, no pódio, recebeu os cumprimentos de Lewis Hamilton e Jenson Button, exatamente os dois campeões mundiais anteriores.

Uma conquista que não qualifico como brilhante (Vettel cometeu seus erros durante o ano), mas muito merecida. Paradoxalmente, como lembrou o camarada Luís Fernando Ramos, Vettel jamais havia liderado o Mundial. O fez na hora certa, no momento exato.

Conquista merecida para a Red Bull, que acreditou em seus pilotos, investiu da maneira certa e que tem o último projetista-estrela da F1: Adrian Newey, o responsável por vários títulos da McLaren e da Williams.

Para mim, entretanto, a grande lembrança de Vettel na F1 ainda é esta aqui.

Parabéns, campeão.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

POEMA PARA TIPOS QUE, MORTOS, NÃO FAZEM FALTA

O poeta e escritor uruguaio Mario Benedetti morreu no ano passado. E um de seus poemas cabe à perfeição "para canallas como este que se murió": o general Emilio Massera, um dos assassinos que governaram a Argentina durante a ditadura 1976-1983.

Vamos a festejarlo,
Vengan todos,
Los inocentes
Los damnificados
Los que gritan de noche
Los que sufren de día
Los que sufren el cuerpo
Los que alojan fantasmas
Los que pisan descalzos
Los que blasfeman y arden
Los pobres congelados
Los que quieren a alguien
Los que nunca se olvidan


vamos a festejarlo
vengan todos
el crápula se ha muerto
se acabó el alma negra
el ladrón
el cochino
se acabó para siempre
hurra
que vengan todos
vamos a festejarlo
a no decir
la muerte
siempre lo borra todo
todo lo purifica

cualquier día
la muerte
no borra nada
quedan
siempre las cicatrices


hurra
murió el cretino
vamos a festejarlo
a no llorar de vicio
que lloren sus iguales
y se traguen sus lágrimas

se acabó el monstruo prócer
se acabó para siempre
vamos a festejarlo
a no ponernos tibios
a no creer que éste
es un muerto cualquiera


vamos a festejarlo
a no volvernos flojos
a no olvidar que éste
es un muerto cualquiera

vamos a festejarlo
a no volvernos flojos
a no olvidar que éste
es un muerto de mierda.

O poema foi enviado pelo amigo Cido Araújo. Obrigado, camarada!

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DA SÉRIE "METENDO O NARIZ AONDE NÃO FOI CHAMADO"

Reproduzo notícia divulgada em vários jornais, sites e até emissoras de rádio. O texto abaixo é o que saiu no Tazio:

Massa será preso se abrir para Alonso, diz promotor

Segundo nota publicada na edição desta quinta-feira no jornal "Folha de S. Paulo", o promotor Paulo Castilho, do Juizado Especial Criminal, promete prender Felipe Massa caso ele dê passagem para seu companheiro de equipe de Ferrari, Fernando Alonso, no GP do Brasil de domingo.


Baseado no "Estatuto do Torcedor", Castilho afirma que o piloto brasileiro poderia pegar até seis anos de prisão por "fraudar" ou "contribuir para que se fraude" o resultado de uma competição esportiva.

"Se fizer isso, ele tem que sair algemado de Interlagos", afirma o promotor ao jornal.
 
Não creio ser necessário dar minha opinião sobre a brilhante iniciativa do egrégio promotor.

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

DE VOLTA, 15 ANOS DEPOIS

Quinze anos depois de cobrir pela última vez um GP de Fórmula 1 (Argentina, 1995), volto a um paddock da categoria para. O convite partiu da revista Car Magazine. Desde 2005, venho a Interlagos na época do GP, mas apenas para trabalhar na divulgação do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Sequer passava perto dos boxes da F1. Desta vez, estarei em "dupla militância".

Acabo de me instalar na sala de imprensa e ainda não dei sequer uma volta pelo paddock. Vou fazer isso já, já e daqui a pouco estarei de volta.

Evidentemente, colocarei (na medida do possível) alguns posts com a minha visão sobre o que está rolando em Interlagos. A matéria da Car poderá ser conferida quando a revista chegar às bancas, daqui um mês e pouco. Como nos velhos tempos.

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CONTRA TODOS OS OBSTÁCULOS

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Para quem não entendeu o comentário do Marcelo ao post abaixo, reproduzo a capa do jornal uruguaio "La República" sobre a vitória de Dilma Rousseff no domingo passado.
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Eu já havia visto no Cloaca News, mas acabei deixando passar. O comentário do Marcelo me deu o pretexto para retomar o assunto. Não creio que seja necessário traduzir, mas em todo caso... "Nem a direita, nem a mídia, nem o papa puderam com a candidata do PT, que ganhou por 56% a 44%".
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Meu amigo Cloaca considerou a melhor manchete de todas as que ele viu sobre a vitória de Dilma. Tendo a concordar com ele.
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