PandiniGP

Automobilismo, motociclismo, música, política, cinema, história... Este é um espaço para compartilhar ideias, opiniões, imagens, sonhos e loucuras. Divirta-se!

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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

domingo, 31 de outubro de 2010

GANHAMOS: DILMA PRESIDENTE!!!!!


Ganhamos!!!! Ganhamos das baixarias, das mentiras, do obscurantismo, da sordidez.

A verdade venceu a mentira. E a luz superou a escuridão das trevas.

Dilma presidente - a primeira mulher a comandar o Brasil.

Quatro anos atrás, após a confirmação da vitória de Lula no segundo turno, escrevi este texto. Remeto a ele porque, com a devida troca de alguns nomes e palavras, ele infelizmente continua atual. Poderia ter sido escrito hoje.

Boa sorte, presidente Dilma.

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ELES ESTÃO COM DILMA. EU TAMBÉM.
















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sábado, 30 de outubro de 2010

NESTE DIA 31, VOTO 13. DILMA PRESIDENTE


Dilma é "la mujer", assim como Lula é "o cara". Entendeu, Rubinho?

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sábado, 23 de outubro de 2010

CRASH! NÚMERO 4: GERHARD BERGER, INTERLAGOS, 1993


Camarada Fernando Amaral, companheiro de várias jornadas, manda a foto acima, de sua própria autoria (clique para ampliar). E conta a história:

Olá Pandini


segue uma foto do um tanto famoso acidente de Gerhard Berger na curva do Sol do circuito atual, no fim do treino livre matinal da sexta-feira do GP Brasil de 1993 - seguindo apenas minha lembrança pois não tomei nota da data. Mais um erro meu no trato de registrar o fato.

O outro erro, e mais importante, claro, foi não ter conseguido registrar algum momento do vôo do carro, melhor dizendo o sobrevôo do carro na pista, apesar de ter guardado na minha memória o desenho da trajetória. Todo o acidente deve ter durado em torno de 3 segundos - bem, é uma impressão subjetiva.


Eu tinha uma lente 200mm, e pela primeira vez usava acoplado a ela um duplicador, pesado, e que, óbviamente, duplicava o comprimento focal, dando um campo de visão semelhante ao de uma 400mm - longo 'alcance' mas ângulo de visão fechado.


Quando o austríaco perdeu o controle de sua Ferrari F93A, por causa de falha "espontânea" na suspensão ativa hidráulica (componente que arruinou a carreira desse carro, aliás), eu seguia com a câmera um carro que vinha logo atrás (não lembro qual, é claro). Repentinamente, cortou o som do motor da Ferrari que acelerava para sair do Sol e rasgar a reta oposta. Pois bem, na surpresa, fiz a besteira de tirar o olho do visor, e, ainda por cima, embasbaquei-me incrédulo com o prospecto de uma espetacular pancada, o que se confirmou.


Tentei retornar à câmera para enquadrar a cena, me toquei que só teria uma chance de fotografar pois não tinha motordrive e não era acostumado a fazer sequência em rebobino manual - em que se puxava o filme por alavanca, com o dedão da mão direita, para avançar os fotogramas - mas já tremendo pela abrupta dose de adrenalina no sangue, não consegui achar o carro no visor e fiquei assistindo por fora da câmera. Só então consegui enquadrar a cena, belamente até, como numa foto de paisagem (o que eu estava acostumado a fazer em aulas da faculdade de arquitetura). Mas o momento principal tinha escapado.


Ainda bem que ao menos registrei alguns pneus rolando pela pista, o que conservou um pouco da dramaticidade do acidente.

Era apenas a segunda vez que eu ia a Interlagos com uma câmera, o que tem me servido como um 'desconto' e ajudando a evitar arrependimento por ter falhado.


Apesar da necessidade do suporte da descrição verbal, talvez seja a única foto existente do acontecimento.


Creio possa se encaixar na série "Crash!".

Grande abraço

Fernando Amaral

Bela foto e belo relato, Fernando. Apenas complementando o relato: foi esse acidente que fez o muro posicionado na saída da curva do Sol passar a ser conhecido como "muro do Berger". Para o ano seguinte, a área de escape foi ampliada e o muro, recuado.

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

ESSE É O CHICO!

"Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra, que já passou por tudo, e não tem medo de nada. Vai herdar um governo que não corteja os poderosos de sempre. O Brasil é um país que é ouvido em toda parte porque fala de igual para igual com todos. Não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai".

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Chico Buarque, durante ato de apoio a Dilma Roussef. Copiado do ¹³ O ESQUERDOPATA ¹³
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LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 173: ARQUIVOS DA "ÚLTIMA HORA", PARTE 2

Estou enganado ou é um MG? 

Um colunável ou um piloto acidentado? 

 Um monoposto. Qual seria?

Citroën Traction Avant. É tudo o que sei. 


Mais um monoposto. Não tenho ideia de qual seja. 

Um Fusca (esse, se eu não soubesse...) 


Quem será o sujeito com o distintivo do Santos na camisa?
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Mais um lote de fotos do arquivo do jornal "Última Hora". A data (29 de julho de 1951) é a única informação disponível. Fiquem à vontade para acrescentar outras.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

VAMOS FALAR DE MULHERES (COM TODO O RESPEITO): LOUISE EDLIND





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Creio que pouquíssimos identificaram logo de cara de quem estou falando. Mas quem assistiu "Le Mans" tem boas chances de se lembrar da atriz sueca Louise Edlind. Ela interpretou Anna, esposa do piloto suíço Johann Ritter (Fred Haltiner), companheiro de Michael Delaney (Steve McQueen) na equipe Gulf Porsche.
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Ao filmar "Le Mans", durante a 24 Horas de Le Mans de 1970, McQueen inspirou-se em vários fatos reais então recentes sobre a corrida. Louise ganhou o segundo papel feminino de maior destaque. No filme, Anna está sempre apoiando o marido e demonstra seu contentamento quando Johann Ritter, descansando após fazer seu primeiro turno de pilotagem, anuncia à esposa que aquela será sua última corrida. Não por acaso, uma história muito semelhante à do alemão Hans Herrmann, um dos vencedores da 24 Horas de Le Mans de 1970. Herrmann já havia decidido parar de correr no final daquele ano e, ao se despedir de sua mulher, Madeleine, para viajar de Stuttgart (onde morava e mora até hoje) a Le Mans, fez uma promessa: se vencesse a 24 Horas, abandonaria as pistas imediatamente. Foi exatamente o que fez: nunca mais correu.
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Louise Edlind atuou principalmente em filmes e seriados suecos. Tinha 24 anos quando fez "Le Mans". Não chegava a ter a beleza exuberante de suas conterrâneas (e contemporâneas) Anita Ekberg e Elke Sommer: seu charme era típico de uma mulher "comum" - o que a tornava igualmente atraente. Em 1999, concorreu a uma vaga no parlamento sueco pelo Partido Liberal Popular. Ficou na suplência e assumiu uma vaga em 2006. Naquele mesmo ano, concorreu novamente, mas não foi eleita.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 172: ARQUIVOS DA "ÚLTIMA HORA", PARTE 1

Gino Bianco, o único piloto que consegui identificar neste lote de fotos. 

O carro: Citroën Tracion Avant.







Um Fusca e um desenho bastante curioso na porta.


Mais um Fusca com um desenho na porta. Pelo estilo do desenho e por estar localizado no mesmo local da porta, junto ao número, pode ser da mesma "escuderia" do outro Fusca...
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"Última Hora", para quem não sabe, foi um dos mais importantes jornais da história brasileira. Criada em 1951 por Samuel Wainer com o apoio de Getúlio Vargas e de um grupo de industriais e banqueiros nacionalistas, sucumbiu às pressões políticas e ao estrangulamento financeiro que sucedeu o golpe de estado de 1º de abril de 1964.
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Recentemente, boa parte do arquivo fotográfico da Última Hora foi digitalizado pelo Arquivo do Estado de São Paulo. Curioso, comecei a fuçar e, surpreso, descobri uma série de pérolas automobilísticas, incluindo vários lotes de fotos de corridas realizadas na década de 1950.
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Salvei todas as que encontrei. Infelizmente, não há identificação dos pilotos nem nome do fotógrafo. Organizei o material de acordo com as únicas identificações disponíveis. As imagens acima possuem como única identificação a data (11 de agosto de 1951) e o local (Cosme Velho, tradicional bairro do Rio de Janeiro).
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O pouco que pude acrescentar está nas legendas. Várias fotos estão sem legenda, simplesmente porque eu não tinha nada a dizer sobre elas. Quem puder colaborar com mais, por favor entre e fique à vontade.
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sábado, 9 de outubro de 2010

"A POLÍTICA"



Há momentos em que ser pai é angustiante. Quando o filho fica doente, por exemplo.
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Em outros (felizmente, a maioria), ser pai é revigorante. Quando o filho se recupera da doença, por exemplo. Ou durante uma viagem, um passeio, uma conversa, uma brincadeira, uma manifestação de carinho.
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E há os momentos em que ser pai nos reserva surpresas maravilhosas. Como quando abri o blog do meu filho e li o texto escrito por ele e intitulado simplesmente de "A Política".
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Com a idade que ele tem hoje (dez anos), eu tinha zero por cento da consciência e conhecimento que ele tem.
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Clique aqui para ler "A Política" no original. Ou, se preferir, leia abaixo e comente lá no Saco de Batatas.
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A política


Você já decidiu em quem votar no segundo turno?

Dilma Roussef ou José Serra?

Esses dois são os candidatos a presidência da república neste segundo turno.

O segundo turno aconteceu graças a grande votação em Marina Silva do PV.

Ela teve 20% dos votos, o que não era esperado.

Muitos candidatos já foram eleitos.

Para governador, os dois principais candidatos eram Geraldo Alckmin e Aloizio Mercadante.

O tucano Alckmin ganhou.

Para senador, Aloysio Nunes e Marta Suplicy foram os eleitos.

José de Paula Neto, o Netinho, ficou em terceiro lugar na votação.

Meu pai, Luiz Alberto Pandini, do excelente http://www.pandinigp.blogspot.com/ votou pra Deputado Estadual em Carlos Neder e pra Deputado Federal, Protógenes Queiroz.

Minha mãe, Alessandra Alves, do também excelente http://www.alessandraalves.blogspot.com/
votou pra Luiza Erundina para Federal e Leci Brandão para estadual.

A política é um assunto gostoso, para conversar em qualquer lugar.

Agora, evite brigar sobre esse assunto.

Prefira conversar e respeitar a opinião dos outros, pois afinal, vivemos em uma democracia.

A política é um assunto que eu gosto, acho legal, gosto de deixar minha opinião exposta, mas caso brigue com os outros, uma assunto gostoso se tranformará num monstro.

Minha opinião é que o Brasil cresça cada vez mais.

Vamos investir na saúde, educação, lazer, segurança e tudo isso é muito importante para termos um Brasil cada vez melhor.

Acho que um exemplo de vida é o presidente Lula.

Melhorou muito o Brasil, criou o Bolsa Família, o Fome Zero e ajudou milhares de pessoas a sair da pobreza.

Isso já é ótimo para o Brasil.

Talvez você queira saber qual foi minha reação quando li "A política". Enchi meu filho de beijos, abraços, carinho. E senti um imenso orgulho pelas noções que ele tem de justiça, solidariedade, cidadania.

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sábado, 2 de outubro de 2010

13 RAZÕES PARA VOTAR EM DILMA ROUSSEF

O texto não é meu: foi tirado d'O Biscoito Fino e a Massa, blogue do mestre Idelber Avelar. Mas assino embaixo, sem mudar uma única vírgula.

1. Dilma é a continuação do governo Lula. Esta é a mãe de todas as razões. O governo Lula é aprovado por mais de 80% dos brasileiros e acumula, em todas áreas, uma coleção de números de fazer inveja a qualquer outro governo da nossa história republicana. A pobreza caiu pela metade. Mais de 30 milhões de brasileiros se juntaram à classe média. O salário mínimo subiu 74% sobre a inflação. Mais de 14 milhões de empregos foram criados. Dilma Rousseff foi parte deste governo desde o primeiro minuto e é a legítima herdeira desse legado (pdf).




2. Dilma continua a política de fortalecimento do patrimônio público. Uma das razões pelas quais o PSDB foge da figura de Fernando Henrique Cardoso como o diabo foge da cruz é a categórica opção, feita pela esmagadora maioria da sociedade brasileira, contra o privatismo, a desregulamentação e a venda do patrimônio público na bacia das almas. Somos um país de centro-esquerda, neste sentido. Nada foi privatizado no governo Lula e empresas como a Petrobras deram um salto gigantesco, de combalida candidata a ser “desmontada osso por osso” à condição de quarta maior empresa do mundo, responsável pela maior capitalização da história da humanidade. É Dilma, não nenhum outro candidato, quem representa a continuação desse fortalecimento.

3. Com Dilma sabemos que nossos irmãos mais pobres continuarão a ter acesso ao Bolsa-Família. Mais de 12,6 milhões de famílias foram beneficiadas pelo maior programa de transferência de renda do mundo. Não somente nós, de esquerda e centro-esquerda, mas também economistas liberais e instituições como o Banco Mundial concordam que o Bolsa-Família é parte essencial da redução da desigualdade. O principal candidato da oposição, José Serra, não conseguiu unificar sequer sua campanha ao redor de uma posição sobre esse tema. Chegou-se, inclusive, à bizarra situação de que enquanto o candidato prometia dobrar o BF, seus correligionários e sua própria esposa davam declarações que associavam o programa à “vagabundagem”. Com Dilma não tem erro: continuaremos a reduzir a desigualdade no Brasil.




4. Dilma representa uma política externa altiva, soberana e baseada no diálogo. A política externa é um dos grandes êxitos do governo Lula. Passamos de uma situação subordinada, em que discutíamos a entrada numa órbita estritamente controlada pelos EUA, que trouxe consequências tão desastrosas para os nossos irmãos do México, à condição de país internacionalmente respeitado, ouvido nos fóruns mundiais e líder incontestável da América Latina. A campanha do principal candidato da oposição foi marcada por desastrosas declarações, cheias de insultos aos nossos vizinhos. Traduzidas em política externa, seria uma fórmula certa para que o Brasil perdesse o lugar que conquistou no mundo. A opção pelo diálogo, pelo respeito às instâncias multilaterais e pela autodeterminação dos povos foi um sucesso no governo Lula e está em sintonia com as melhores tradições do Itamaraty. É Dilma quem representa essa opção.



5. Dilma provou ser uma verdadeira democrata. Nenhuma candidata à Presidência no período pós-ditatorial—nem mesmo Lula—sofreu bombardeio midiático comparável ao que foi lançado sobre Dilma Rousseff nesta campanha. Acusações falsas sobre seu passado; grosseiras infâmias sexistas; falsas notícias; manipulação de declarações suas; mentiras sobre suas contas; fichas policiais adulteradas: tudo foi lançado contra ela. Em nenhum momento Dilma moveu um dedo para calar ou censurar qualquer jornalista. Por outro lado, José Serra, tratado de forma infinitamente mais dócil pela imprensa brasileira, demonstrou amplamente que não é confiável no quesito democracia. Exigiu cabeças de jornalistas nas redações; confiscou fitas de vídeo; deu-nos uma patética coleção de pitis. Mostrou que não convive bem com a crítica. É com Dilma, não com Serra, que garantiremos a continuação da nossa condição de um dos países com mais ampla liberdade de expressão do mundo.



6. Dilma dá show de conhecimento numa das áreas mais importantes da atualidade, a energia. Em 2003, quando Dilma assumiu o Ministério das Minas e Energia, o Brasil vivia uma situação periclitante. Acabávamos de viver um vergonhoso racionamento. Dilma arrumou a casa, garantiu a segurança no abastecimento e a estabilidade tarifária. Participou diretamente da implantação do Luz para Todos, cuja meta original era 2 milhões de ligações, mas que em abril de 2010 já havia realizado 2,34 milhões de ligações, beneficiando 11,5 milhões de pessoas. Nossa produção de petróleo passou a 2 milhões de barris por dia. O pré-sal, descoberta possibilitada pelo trabalho de Dilma, dobrou nossas reservas de petróleo. Além de tudo isso, Dilma já provou ser conhecedora profunda das fontes limpas e renováveis de energia. Faça uma enquete entre os engenheiros da Petrobras. As intenções de voto em Dilma, entre eles, deve andar em torno dos 90%. Eles sabem o que fazem.



7. Dilma é a mais equipada para expandir e melhorar a educação no Brasil. Neste quesito, a comparação entre o histórico petista e o histórico tucano é uma surra de proporções inomináveis. Enquanto em São Paulo, alunos e professores sofrem com a falta de investimento e, acima de tudo, com a falta de respeito, emblematizada nas frequentes pancadarias policiais a que são submetidos, o Brasil criou, durante o governo Lula, 16 novas universidades, mais de 100 novos campi, mais de 200 novas escolas técnicas, mais de 700.000 novas vagas para pobres, a maioria negros e mulatos, através do ProUni. Os professores da rede federal saíram da situação de arrocho salarial em que viviam e agora têm um plano de carreira digno (que ainda pode e deve melhorar, sem dúvida, mas que representou um salto gigantesco em relação ao governo FHC). Se você é aluno, professor ou funcionário do ensino, ou tem filhos na escola, basta olhar para o histórico dos dois principais candidatos e você não terá dúvidas sobre em quem votar.



8. Dilma não criminalizará os movimentos sociais. O histórico tucano na relação com os movimentos sociais é péssimo. Professores espancados no Rio Grande do Sul e em São Paulo; os ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra tratados como criminosos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso; o funcionalismo público submetido a arrocho salarial e a uma total recusa ao diálogo em Minas Gerais. Sem misturar movimento social com governo, sem transigir na aplicação da lei, quando de aplicar a lei se tratava, Lula e Dilma estabeleceram com as manifestações políticas da sociedade brasileira uma relação de respeito e diálogo. É assim que deve ser. As declarações de José Serra sobre, por exemplo, o MST, são profundamente preocupantes. É com paz e negociação que se resolvem os embates entre movimentos sociais e governo, não com porrada. Dilma é a garantia de que essa política continuará sendo seguida.



9. Dilma representa um novo reencontro do Brasil com seu passado. Notável na sua capacidade de falar sobre um passado traumático, admirável na tranquilidade com que se refere às torturas a que foi submetida, Dilma teve o dom de não transformar o rancor e o ressentimento em arma política. O Brasil está anos-luz atrás dos seus vizinhos do Cone Sul naquele processo para o qual os alemães cunharam essa belíssima palavra, Vergangenheitsbewältigung, que poderíamos traduzir como o dom de acertar as contas com o passado. É Dilma quem nos pode guiar na revisão desse pretérito ainda tão recente e tão pouco saldado. Sem rancor, sem revanche, sem ódio, mas sem transigir na aplicação da lei.



10. Dilma tem com quem governar, tem equipe. Este blog respeita o voto verde e respeita Marina Silva. Mas a afirmativa, tantas vezes feita por Marina nesta campanha, de que governaria com “os melhores do PT e do PSDB”, como se não existisse um pequeno detalhe chamado política, só se explica pela ingenuidade ou pela manipulação da ingenuidade. Um político governa com a equipe política que conseguiu montar, e é a equipe de Dilma quem botou Brasília para funcionar de acordo com os interesses dos mais pobres durante os últimos oito anos. Com todos os seus problemas, é o PT, não o PV, quem tem quadros experimentados o suficiente para a gestão de um país complexo como o Brasil. Isso não é por acaso. Mais de 50% dos brasileiros que têm alguma opção partidária preferem o PT. Por volta de 30% da população escolhe o PT como o partido de sua preferência. PMDB e PSDB seguem de longe, muito longe, com 6%.



11. Dilma é mais internet para todo mundo. O principal candidato da oposição, José Serra, pertence a uma força política que já demonstrou não ter compromissos com a expansão da internet para as camadas mais pobres da população. Expressão privilegiada dos grandes conglomerados midiáticos do país, o tucanato é responsável por desastres como o AI-5 Digital, uma coleção de inomináveis asneiras destinadas a cercear, censurar e controlar a liberdade da internet. Sob o governo Lula, o acesso à rede mundial de computadores aumentou muito e é Dilma, não qualquer outro candidato, quem tem histórico e compromisso com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, uma verdadeira de carta de alforria informativa no país. Quanto mais gente tiver acesso à internet, mais democrática e bem informada será a nossa sociedade. Os pobres sabem disso e estão com ela, em sua esmagadora maioria.



12. Dilma tem uma bela, impecável história de vida. Representante da geração que correu risco de morte para lutar contra a ditadura com os recursos que tinha, Dilma jamais renegou seu passado. Com serenidade, ela sempre explica que o contexto mudou, que o mundo é outro, e que agora ela luta com outros instrumentos, dentro da normalidade democrática. Mas ela nunca fez as penitências meio patéticas, as autocríticas confortáveis a que nos acostumamos ao ouvir, por exemplo, Fernando Gabeira. Representante também da geração que acompanhou Leonel Brizola na recomposição do legado varguista na pós-ditadura, ela jamais renegou a herança do trabalhismo. Dilma Rousseff é a ponte entre o que de libertário e popular havia no trabalhismo brasileiro e o que de novo e transformador trouxe o Partido dos Trabalhadores. Sua presença já na administração Olívio Dutra em Porto Alegre mostrou que ela estava consciente de que essa ponte era possível. Muitos petistas—este atleticano blogueiro incluído—adotaram, especialmente nos anos 80, posturas sectárias e intolerantes ante o trabalhismo, incapazes que fomos de ver qualquer característica positiva no movimento que conferiu cidadania à classe trabalhadora pela primeira vez. Dilma é a possibilidade de aprofundamento desse diálogo entre o lulismo e tradição trabalhista que ele transforma. Essa bela história de vida está bem narrada em seu primeiro programa de TV:

http://www.youtube.com/watch?v=udsYH8xgobg&feature=player_embedded

13. Dilma representará uma vitória inesquecível para as mulheres brasileiras. Ainda somos um país muito machista. A violência doméstica é uma realidade cotidiana para milhares, talvez milhões de mulheres, especiamente as mais pobres. As mulheres ainda recebem bem menos que os homens pelo mesmo trabalho. A maioria da população feminina ainda acumula uma dupla jornada de trabalho. Não só por ser mulher, mas também por pertencer a um projeto político que já demonstrou ser aliado das mulheres na luta, Dilma pode contribuir a mitigar essa situação e nos fazer avançar nessa área tão urgente. Não é desimportante, claro, o fato de que ela é mulher: da mesma forma como a vitória de Lula, por si só, representou imenso ganho para a autoestima dos trabalhadores, que agora sabiam que podiam chegar lá, da mesma forma como a vitória de Obama trouxe enorme esperança para muitos negros jovens, que agora tinham a prova de que alcançar o topo era possível, a vitória de Dilma representará um enorme salto para a autoestima, as possibilidades, as aspirações de milhões de mulheres e, especialmente, de crianças e adolescentes do sexo feminino.


É por tudo isso, e muito mais, que eu voto Dilma Rousseff.

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NESTE DOMINGO, VOTE DILMA 13

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A esta altura, creio ser desnecessário explicar minhas razões para votar em Dilmar Roussef para presidente da República. Prefiro apenas reiterar meu voto. Não tenho nenhuma pretensão de mudar o voto de ninguém, mas faço questão de deixar clara minha preferência neste momento que considero crucial para o Brasil e, por que não, para toda a América Latina.
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Meus votos:
Presidente: Dilma-13
Governador: Mercadante-13
Senadores: Marta-133 e Netinho-650
Deputado Federal: Protógenes Queiroz-6588
Deputado Estadual: Carlos Neder-13999
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E deixo meus votos de boa sorte para todos os demais candidatos que representam o campo progressista pelo Brasil afora. Em especial os candidatos a deputado federal Brizola Neto (1234, no Rio de Janeiro), Antônio Carlos Biscaia (1333, também no Rio), Emiliano José (1331, na Bahia) e à deputada estadual Cidinha Campos (12212, no Rio).
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Na segunda-feira, este blog volta à sua anárquica programação normal.
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