PandiniGP

Automobilismo, motociclismo, música, política, cinema, história... Este é um espaço para compartilhar ideias, opiniões, imagens, sonhos e loucuras. Divirta-se!

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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

CRASH! - NÚMERO 2: MARTIN DONNELLY, TREINOS PARA O GP DA ESPANHA DE 1990

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Primeira contribuição de um leitor (no caso, o Tohmé) para o Crash! Mostra o Lotus-Lamborghini de Martin Donnelly se espatifando contra o guard-rail do circuito de Jerez durante os treinos de sexta-feira para o GP da Espanha de 1990. O carro se rompeu exatamente na altura do cockpit e Donnelly, inconsciente e com fraturas nas pernas, foi atirado para fora do carro com banco e tudo (repare no capacete laranja e azul, próximo à roda traseira).
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Donnelly passou algumas semanas internado, mas se recuperou e montou depois uma equipe de Fórmula Vauxhall. Não voltou a correr.
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Ouvi certa vez uma história curiosa sobre Donnelly. Ele seria fã da Seleção Brasileira e queria que seu primeiro capacete fosse azul e amarelo. Por falta de tinta, acabou trocando o amarelo pelo laranja e o manteve nos capacetes seguintes. Alguém sabe se isso é verdade?
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

MINHA PRIMEIRA COPA

A foto feita pelo Manente, capa do Jornal da Tarde...
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...e a comemoração de Falcão ao fazer um gol no jogo contra a Itália: imagens que me marcaram na Copa de 1982..
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"Panda falando de futebol?", espantar-se-ão alguns. O mote deste post surgiu a convite do camarada Alexander Grünwald, que está coletando em seu Fórmula Grun depoimentos sobre a primeira Copa do Mundo da vida de cada um. Se você quiser ver o seu publicado, é só entrar em http://formulagrun.com.br/blog/2010/04/11/a-primeira-copa/
e contar sua história. A minha pode ser lida lá - ou logo a seguir, se você preferir.
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Minha primeira Copa
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– Não gosto de futebol.

Ao longo de meus 41 anos bem vividos, escrevi e pronunciei essa frase incontáveis vezes. Apesar dos incentivos do pai, dos tios e dos primos, futebol é algo que nunca me empolgou.

E não foi por falta de tentativa da minha parte. Em 1976, aos oito anos, acompanhei meu pai e meus primos em um jogo do Palmeiras no Parque Antactica – meus avós maternos moravam na rua Cayowaa, a menos de um quilômetro do estádio. Saímos de Santos, onde eu morava, subimos a serra sob chuva e vimos todo o jogo sob chuva. Ensopado, vi um espetáculo que me pareceu modorrento terminar em zero a zero. Voltamos para casa (sob chuva, é claro) e, puto da vida com o tempo perdido, voltei a me dedicar ao álbum de fotos de automóveis que eu compilava. Desse jogo, sobrou uma história. Beto Fuscão, astro do Palmeiras, entrou em campo saudado pelo público que lotava o Parque Antarctica aos gritos de “Beto! Beto! Beto!”. Sem saber de quem se tratava, perguntei candidamente:

– Pai, é comigo?

A Copa de 1978, na Argentina, só não passou em branco na minha vida porque tenho nítidas as lembranças de minha mãe furiosa com o resultado de Argentina 6 x Peru 0. Dona Cecília, sempre muito educada, perde as estribeiras quando acha que o representante do Brasil é deliberadamente prejudicado em alguma competição. Não teve meias palavras: “Esses putos entregaram o jogo!”. Minha tia Maria Luiza torceu em vão contra os anfitriões no dia da final: “Hoje vamos ver a dona Holanda bater na dona Argentina”. E minha irmã Ana Lúcia ficou inconformada com minha disposição de ler um gibi qualquer enquanto o pau comia solto no campo em algum jogo do Brasil. Eu tinha dez anos de idade e a Copa não me provocava qualquer vibração.

Em 1982, foi diferente. Incentivado por minha irmã, fui ver o primeiro jogo (Brasil x União Soviética) com a turma dela, na casa de uma amiga. Ali, com outras pessoas, me empolguei e torci pela seleção de Telê Santana, apesar de não entender bulhufas do que via na tela. Até hoje não sei qual foi a tão comentada falha do goleiro careca da seleção brasileira (acho que era Valdir Perez; se eu estiver errado, por favor me corrijam). Ali, me empanturrando de pipoca e brigadeiro de panela, comecei a achar que futebol poderia, sim, ser uma coisa legal. Depois da vitória do Brasil por 2 a 1, fomos à Praça da Independência, local das comemorações populares em Santos.

Acompanhei a turma de minha irmã nos jogos seguintes (creio que contra a Escócia e a Nova Zelândia, não necessariamente nesta ordem). Vendo uma vitória atrás da outra, eu absorvia dos amigos que gostavam de futebol os comentários elogiosos à seleção. Certo dia, me vi acompanhando o noticiário, lendo alguma coisa sobre futebol no jornal, prestando atenção aos resultados de outros jogos. Assisti ao primeiro jogo do Brasil na fase seguinte, contra a Argentina, mas não lembro onde nem com quem.

E então viria o jogo contra a Itália. Assistimos em casa mesmo – o jogo começaria logo após o almoço. Talvez a memória me traia, mas tenho quase certeza de que “minha véia” serviu uma suculenta… macarronada (era o nome que se dava ao que hoje seria chamado de “espaguete al sugo”).

Percebi que as coisas não estavam fáceis. O Brasil precisava de um empate e a Itália marcou o primeiro gol. O Brasil empatou, a Itália marcou o segundo, e em seguida o Brasil encostou de novo. É desse momento a imagem que nunca mais esqueci: a expressão de felicidade e alívio de Falcão ao comemorar o gol. Mas logo depois a Itália passou à frente, venceu a partida e a Copa acabou para o Brasil. Ainda sem entender nada da movimentação em campo, jamais consegui enxergar a falha de Toninho Cerezo que teria custado um terceiro gol para o Brasil (ou facilitado algum gol da Itália; honestamente, não sei ao certo).

Decepcionado, usei a sabedoria dos meus 14 anos incompletos para analisar a situação. Durante muito tempo, ouvira calado obviedades do tipo “no automobilismo não ganha o melhor piloto, mas o melhor carro” – eu percebia nos autores de tal frase a ridícula disposição de me convencer de que “futebol é melhor do que automobilismo”. A derrota da decantada Seleção do Brasil na Copa de 1982 me deu o argumento para responder que, no futebol, nem sempre o melhor time vencia.

Fiquei realmente chateado com a derrota da Seleção na Copa da Espanha. Por pouco tempo. Logo me lembrei do choro que tivera semanas antes com a morte de Gilles Villeneuve, um dos pilotos que mais gostava, e da tristeza pela morte de Riccardo Paletti em acidente no GP do Canadá – realizado no dia do jogo de abertura da Copa, entre Argentina e Bélgica (lembro bem desse detalhe porque fiquei irritadíssimo quando a transmissão da corrida foi interrompida para começar a do jogo). Decidi que apenas um esporte já era suficiente para, eventualmente, me fazer sofrer e chorar. E, desnecessário esclarecer, optei pelo automobilismo.

A penúltima lembrança que tenho da Copa de 1982 é a inesquecível capa do Jornal da Tarde do dia seguinte à chamada “tragédia do Sarriá”: uma linda foto do mestre Reginaldo Manente, ocupando toda a primeira página, retratando a expressão de choro de um menino com a camisa da Seleção. Nenhuma legenda – nem precisava. E a última foi o espanto dos colegas de escola quando falei que, na final, iria torcer pela Itália – escolha compreensível para quem conhecesse meu sobrenome e/ou soubesse que meu ídolo morto era um piloto da Ferrari. Fui bombardeado por críticas, simplesmente por contrariar a corrente majoritária. Mal podia imaginar que situações idênticas seriam recorrentes na minha vida.

Terminada a Copa da Espanha, voltei sem qualquer esforço a ignorar o futebol – como acontecia antes e acontece até hoje. Se houve na minha vida uma chance de eu passar a gostar desse esporte, ela se esvaiu para sempre com a derrota do Brasil para a Itália naquele fatídico ano de 1982.

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terça-feira, 11 de maio de 2010

CRASH! - NÚMERO 1: PATRICK TAMBAY, LAS VEGAS, 1981


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"Eu sei que muitas pessoas vão às corridas para ver acidentes. Mas acredito que a maioria comparece porque gosta de ver uma boa competição."
(Niki Lauda, semanas após o acidente que o feriu gravemente no GP da Alemanha de 1976.)

Quase todos os jornalistas de automobilismo que conheço já falaram ou escreveram, em algum momento, algo do tipo "Não gosto de falar de acidentes, principalmente os fatais". Bem, eu nunca tive tais pudores. Automobilismo e motociclismo são esportes de risco. Gostar deles implica, também, em conviver com acidentes e suas consequências, por piores que elas sejam.
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Por outro lado, a história está repleta de acidentes engraçados, bizarros, inexplicáveis e espetaculares que não renderam mais que um susto em seus protagonistas - às vezes, nem isso. Então, não tem jeito. Gostamos de esportes a motor e os acidentes fazem parte deles.
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Feita esta longa introdução, apresento-lhes a mais nova seção do blogue. O nome "Crash" vem de uma seção semelhante da saudosa Grid. Eram duas páginas com uma ou mais imagens acompanhadas por um pequeno texto que poderia ser explicativo ou sarcástico, dependendo do contexto do acidente e dos humores momentâneos do editor da revista (eu mesmo). Valia qualquer categoria. "Puxa, facílimo de fazer!", poderão pensar alguns. É verdade, até certo ponto. O mais difícil era obter boas imagens de acidentes, que sustentassem a publicação em página dupla. Recebíamos material dos melhores fotógrafos e agências, mas boas fotos de acidentes não saem das máquinas a todo instante.
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O "Crash!" do PandiniGP terá duas diferenças fundamentais em relação ao da Grid. Primeira: se for o caso, os textos poderão ser longos e explicativos. Segunda: no "Crash!" da Grid, não entravam acidentes fatais ou com consequências graves - estes iam direto para as páginas reservadas às reportagens e artigos. Aqui, o "Crash!" falará de todos os tipos de acidentes e não terá pudores em, eventualmente, mostrar imagens fortes.
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A estreia da seção mostra os destroços do Talbot Ligier de Patrick Tambay após bater na primeira volta do GP de Las Vegas de 1981. Foi tão forte que a frente do carro simplesmente desapareceu. Tambay saiu do Talbot Ligier como se estivesse se levantando de uma poltrona e, com um pé machucado, foi pulando até se refugiar em local seguro - uma situação inimaginável nos dias de hoje. Quem quiser conferir pode ver este vídeo com cenas da corrida. A TV não mostrou a batida: as imagens captaram apenas o momento em que Tambay sai do carro - no vídeo em questão, pouco antes de ser completado 1 minuto de exibição.
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Gostou? Não gostou? Mande sua opinião. Tem imagens espetaculares e quer colocar aqui? Envie para pandinigp@yahoo.com. Contribuições serão muito bem vindas.
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terça-feira, 4 de maio de 2010

HUMOR INVOLUNTÁRIO

A ilustração e o título da nota foram "pirateados" do blog Esquerdopata. Eu apenas a reproduzo e acrescento a recomendação: reflita bem sobre aquilo que você lê nos jornalões e revistinhas que circulam por aí.
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