PandiniGP

Automobilismo, motociclismo, música, política, cinema, história... Este é um espaço para compartilhar ideias, opiniões, imagens, sonhos e loucuras. Divirta-se!

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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 156: FINAL INFELIZ

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Acertaram na mosca os muitos amigos que apontaram como sendo Connie Andersson (número 1), Gunnar Nilsson (4) e Alex Dias Ribeiro (5), todos com March 753, os pilotos mostrados na foto acima. A corrida: prova de F3 em Anderstorp, preliminar do GP da Suécia de F1. Nilsson e Alex eram companheiros na equipe oficial da March no Campeonato Britânico de F3.
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Vários leitores também lembraram do final da história. A foto mostra Andersson e Nilsson brigando por uma vitória "em casa", enquanto Alex estava uma volta atrás - havia parado nos boxes para trocar um pneu furado. Com a corrida perdida, Alex passou a ter como objetivo marcar a volta mais rápida, que lhe garantiria um prêmio em dinheiro. O resultado foi o pior possível: em alguma manobra, o brasileiro se perdeu, bateu em Nilsson e os dois ficaram fora da corrida. Não creio ser necessário descrever a fúria de Nilsson com seu companheiro de equipe. No final do ano, Nilsson foi o campeão inglês e Alex, o vice.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

PERGUNTAR NÃO OFENDE

"Vote num careca e ganhe dois", disse Serra sobre Arruda. Esta frase tem tudo para ser tão desastrosa eleitoralmente quanto "Se o Pitta não for um bom prefeito, nunca mais vote em mim", proferida por P. S. Maluf em 1996.
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Perguntas das quais os demos, os tucanos e a "grande mídia" desviam a qualquer custo - inclusive o da credibilidade:
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1] Por que, a exemplo do que fez tantas vezes com o PT, a mídia não parte do fato policial para resgatar o passado e o presente das relações políticas do demo José Roberto Arruda?
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2] Por que esquece –ou esconde?– entre outras coisas, que Arruda foi nada menos que líder de FHC na Câmara Federal?
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3] Por que a mesma amnésia subtrai ao leitor que Arruda era a grande –e única– ‘revelação administrativa’ dos demos [sobretudo depois do fiasco Kassab], e nome natural’ para ocupar a vice-presidência na coalizão demotucana liderada por Serra?
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4] Por que, súbito, abriu-se um precipício de silêncio midiático sobre as relações entre Serra e Arruda, omitindo-se, inclusive, ‘o simpático’ simbolismo da sintonia capilar entre ambos –mencionada por ninguém menos que o próprio governador tucano em evento conjunto em 2009?
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5] Por que a obsequiosa Eliane Catanhede, da Folha, e os petizes da Veja, que tantas e tantas linhas destinaram a enaltecer a determinação de Arruda em ‘cortar o gasto público’ –e ainda o fazem na ressalva ao ‘bom administrador que tropeçou na ética’, segundo Catanhede– sonegam aos seus leitores a auto-crítica pelo peixe podre que venderam como caviar?
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6] Por que, enfim, o esfarelamento da direta nativa abrigada nos Demos não merece copiosas páginas de retrospectiva histórica, que situe para os leitores a evolução daqueles que, como Arena e PFL, foram esteio da ditadura e da tortura e hoje são os aliados carnais de José Serra?
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(Carta Maior e a Quarta-feira de Cinzas da mídia demotucana)
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*Originalmente publicado no Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, reproduzindo texto da Agência Carta Maior.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MANDELA DAY


Nelson Mandela (com Winnie, sua mulher na época) após a libertação da prisão em 11 de fevereiro de 1990.
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Com um dia de atraso (estava fora de São Paulo por compromissos profissionais), faço o registro dos 20 anos de um fato que me marcou muito: a libertação de Nelson Mandela, um dos líderes da luta contra o regime de segregação racial na África do Sul. Mandela foi libertado no dia 11 de fevereiro de 1990, após ficar 27 anos encarcerado nas piores condições possíveis. Em 1994, foi eleito presidente da África do Sul na primeira eleição multirracial da história do país.
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Minha homenagem a Nelson Mandela é colocar o link para a música "Mandela Day", da banda Simple Minds. Gravada em 1988, quando Mandela já completava 25 anos de cadeia, a música homenageava o líder sul-africano, pedia sua libertação e previa logo no começo da letra: "A liberdade se aproxima a cada dia". Emocionante na época e mais ainda em 2010, depois de tudo o que Mandela viveu.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

BONITO

Saiu a primeira foto do carro da Lotus. Foi publicada na Autosport inglesa. Ao volante, Fairuz Fauzy fazendo o shakedown do novo modelo, cuja nomenclatura ainda desconheço.
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Bonito carro. Começo a perder minha rejeição à "nova Lotus". As fotos abaixo, por exemplo, foram tiradas do site oficial da equipe.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

DESAFIO ENCERRADO (E TRANSFORMADO NO "LA MOSCA BLANCA" NÚMERO 155)

Está aí embaixo, mas você pode clicar aqui para ir direto ao ponto.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CIRCUITO DAS ÁGUAS




Eu pretendia escrever sobre outro tema relacionado ao "Circuito do Anhembi", mas mudei o foco ao ver no blog do Eduardo Guimarães a foto que abre este post. Foi feita após uma das tempestades que assolaram São Paulo desde dezembro. A imagem mostra exatamente o trecho à esquerda na ilustração do "Circuito do Anhembi", como foi batizado pelos organizadores da prova de Fórmula Indy marcada para o dia 14 de março.
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Quem não é de São Paulo ou não conhece a região poderá ter alguma dificuldade para identificar os locais. Então, decifro. Cortando a foto ao meio, no sentido horizontal, aparecem o rio Tietê e a marginal de mesmo nome. É a reta maior do "Circuito do Anhembi". Logo abaixo dela na foto, iluminadas, aparecem as arquibancadas do Sambódromo. Os Fórmula Indy passarão entre elas (no desenho, são representadas pelos retângulos coloridos), após fazerem uma curva bem fechada para a direita. À direita das arquibancadas, aparece a inundada avenida Olavo Fontoura, também incluída no circuito da Fórmula Indy.
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É esse o circuito que a prefeitura de São Paulo se comprometeu a entregar para a corrida de Fórmula Indy. Faltam 40 dias para a corrida, ainda estão reformando as ruas, chove todos os dias e ainda é preciso asfaltar boa parte do trajeto. Como se sabe, asfalto precisa de pelo menos um mês para "curar".
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Considero imensa a possibilidade de ver o piso se dissolver sob os pneus dos carros da Indy - caso eles cheguem a andar por ali.
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Mais revoltante é ter um autódromo como Interlagos pronto para receber a corrida e ver a prefeitura gastar dinheiro com esse circuito como se não houvesse outros problemas na cidade. Para quem ainda não sabe, há um bairro inteiro, o Jardim Romano, alagado com água e esgoto desde o dia 8 de dezembro. Agilíssimo, o prefeito Gilberto Taxab tomou ontem a primeira providência a respeito: decretou estado de calamidade pública no lugar. O governador José S. Chirico (também conhecido como "Zé Pedágio", pela sanha com que os planta a preços exorbitantes, e "Zé Alagão", pela participação ativa e passiva nas causas das enchentes), também anunciou a sua providência: "aumentar" a limpeza do rio Tietê. Ambos, em entrevistas, culparam "a água", "a chuva" e "a natureza" pelas enchentes.
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São esses os "gerentes competentes" que temos hoje em São Paulo. Desanimador.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 155: RICCARDO PALETTI SEM ÓCULOS

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Curto e grosso: quem é este piloto? Assim mesmo, sem nenhuma dica para ajudar. Por isso, os comentários, palpites e "chutes" deste post só serão liberados após o final de semana e junto com a resposta "oficial" do blogue. Até lá!
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Acertou em cheio a grande massa de leitores que mencionou "Riccardo Paletti" como sendo a resposta do "Desafio" proposto por mim. A foto de Paletti sem óculos foi publicada na revista-programa do GP de Mônaco de 1982 e , por considerá-la rara, decidi transformar este post no "La Mosca Blanca" número 155. Acrescentei ao post as fotos de Paletti "normal", com óculos, e dele pilotando seu Osella nos treinos para o GP do Brasil de 1982. A foto sem óculos passa a ser mostrada do jeito que foi publicada na revista (no "Desafio", eu havia feito um corte para eliminar o escudo da equipe Osella no macacão).
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Como bem descreveu o leitor Marcelo na caixa de comentários, Paletti morreu dos ferimentos sofridos em um acidente na largada para o GP do Canadá de 1982, realizado em 13 de junho. Dali a dois dias, o italiano completaria 24 anos - e, por conta do aniversário, havia levado a mãe ao Canadá para assistir a corrida. A história fica ainda mais tristemente irônica quando se lembra que aquele foi o primeiro GP do Canadá disputado após o circuito de Montreal receber o nome de Gilles Villeneuve - morto apenas um mês antes, nos treinos para o GP da Bélgica.
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A temporada de 1982 tinha tudo para ser uma das melhores de todos os tempos. Acabou sendo apenas uma das mais tumultuadas, acidentadas e imprevisíveis.
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PS - Devido ao grande número de comentários e a alguns palpites inusitados, seguem os números finais da votação, apuradas 100% das urnas:
- Riccardo Paletti, 23 votos
- Alain Prost, 7
- Pedro de la Rosa - 1
- Galvão Bueno (locutor da RGT) - 1
- Pascal Fabre (piloto de F1 da equipe AGS em 1987), 1
- Marco Lucchinelli (campeão mundial de Motovelocidade-500 cm³ em 1981), 1
- Mário Gomes (ator de cinema e TV) - 1
- Brancos e nulos - 0
- Abstenções - 130.327.914
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LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 154: LUIZINHO E TITE NOS 1000 KM DA ÁUSTRIA, EM 1972

Luiz Pereira Bueno...
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...e Tite Catapani (à frente da Ferrari 312P de Ronnie Peterson) dividiram a condução do Porsche 908/2 da equipe Hollywood nos 1000 Km da Áustria.
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Duas imagens de um evento único: a participação da equipe Hollywood nos 1000 Km da Áustria, em Zeltweg. Anísio Campos, chefe da equipe, havia enviado o Porsche 908/2 à fábrica, em Stuttgart, para uma revisão. Quando o carro ficou pronto, Anísio percebeu que dali a poucos dias haveria a corrida na Áustria, válida pelo então fortíssimo Campeonato Mundial de Marcas.

Com aprovação da Hollywood, que disponibilizou uma verba extra para essa corrida, Anísio inscreveu o Porsche para Luiz Pereira Bueno (que o pilotava regularmente no Brasil) e Tite Catapani (também piloto da Hollywood, mas que disputava as corridas nacionais com um Lola T210).

Em 1972, a Porsche não disputava mais o Mundial de Marcas. Alguns 908 e 910 ainda participavam das corridas, mas sem receber qualquer desenvolvimento da fábrica. Mesmo assim, o 908/2 da equipe brasileira classificou-se em sétimo lugar e ocupava a mesma posição quando, após uma hora de corrida, levou uma batida da Ferrari 312P pilotada por Helmut Marko - que, nessa corrida, fazia dupla com José Carlos Pace. A colisão fez Luizinho sair da pista e bater em um barranco, danificando a frente do carro e impedindo o Porsche de continuar. Tite Catapani sequer chegou a pilotar durante a corrida: só guiou nos treinos.

Apesar da frustração, tanto Luizinho quanto Tite guardam ótimas recordações dessa corrida (para ler mais, clique aqui e baixe a matéria "Patrimônio Nacional"). Uma delas ficou registrada no livro "José Carlos Pace - O Campeão Mundial Sem Título", de Luiz Carlos Lima. Pace, amigo de todos, era presença constante nos boxes da equipe brasileira. A certa altura, preocupado, Luizinho aconselhou: "Moco, por que você não fica um pouco no box da Ferrari? Vai parecer desinteresse seu ficar sempre por aqui...". Sem cerimônia, bem a seu estilo, Pace respondeu: "Deixa para lá. O austríaco (Marko) mexe em tudo, sai e vira o tempo dele. Aí eu vou lá, baixo o tempo e ele mexe em tudo de novo...".

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