LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 177: A EMOÇÃO DAS PRIMEIRAS ACELERADAS
Foi apenas um treino, um primeiro contato para ver como é a coisa. Nada mais. Mas não tenho palavras para descrever minha emoção ao ver o Gabriel pilotando um kart pela primeira vez. (As fotos em movimento estão péssimas devido às limitações da câmera e do fotógrafo - eu mesmo -, mas para mim são um documento valioso.)
Há tempos Gabriel manifestava a vontade de acelerar um kart, mas tinha um certo temor de fazê-lo. Gastei muita saliva para tranquilizá-lo e convencê-lo de que era o kart quem obedeceria a seus comandos, e não o contrário. Mencionei uma visita recente ao sítio de uma parente: "Lembra do medo que você tinha dos cachorros? Bastou fazer carinho e brincar um pouco com eles para você perder o medo e eles ficarem seus amigos. Com o kart é ainda mais fácil: os cachorros têm vontade própria e o kart não!".
Sábado passado, fomos ao Kart In, uma pista coberta na zona oeste de São Paulo. Falei ao Gabriel para tentar apenas acelerar de leve e tirar o kart do lugar. "Você não tem obrigação nenhuma, nem mesmo a de gostar", falei. "Se você não gostar, basta pisar no freio e sair do kart. Se gostar, vá em frente e ande do jeito que achar melhor, enquanto quiser ou até acabar o tempo de pista."
Confiante, Gabriel vestiu o macacão alugado, colocou meu capacete, entrou no kart e acelerou. Completou a primeira volta e seguiu em frente - o que já me deixou muito contente: desse ponto em diante, qualquer coisa que ele fizesse já era mais do que ele mesmo esperava de si. Deu mais umas oito ou dez voltas devagar, "telegrafando" o acelerador para sentir a potência do motor. E resolveu parar. Para ele, já estava ótimo.
"E aí?", perguntei. "Gostei!", ele respondeu. Achei que havia falado aquilo só para me agradar, mas minutos depois ele voltou ao assunto: "Quero andar de novo outro dia".
Quando isso vai acontecer, só depende dele. Não vou forçar nada. Mesmo que Gabriel nunca mais pise num kart, já fiquei contente por ter dado a ele uma oportunidade de viver uma sensação que só pude experimentar quando tinha bem mais que os 10 anos de idade do meu filho.
Bem-vindo ao volante, filhote.
ATUALIZAÇÃO - Gabriel já descreveu suas sensações com as próprias palavras. Pode-se ler aí embaixo ou no original, em http://3.ly/gFmt.
Andando de Kart
É uma delícia andar de kart.
Você sente que você mesmo está acelerando a máquina, o que é a mais pura verdade.
Pus o macacão alugado, o capacete do meu pai, assisti o briefing atentamente, comprimentei o garoto que ia correr comigo, lhe dei boa sorte, fui pra pista com coragem e dei uma volta.
Ao sentir a sensação de prazer ao movimentar a máquina, quis mais.
Dei umas dez voltas no total, e só não dei mais porque estava cansado.
A sensação de prazer ao ver que você controla a máquina, não é a única sensação legal.
Também é ótima a sensação de ver o número 11 estampado na carenagem e se sentir pilotos da minha geração que usaram o 11.
Como Trulli, Kubica, Alguersuari, Bourdais, Ralf Schumacher.
Quero ir de novo.
Marcadores: Gabriel, Kart, La Mosca Blanca






3 Comentários:
Belo texto, Beto. Parabéns pra você e pra Rafael.
Oi, Rodrigo. Obrigado! Só uma pequena correção: é Gabriel! :-)) Abraços! (LAP)
Legal Panda amigo! Deixa as coisas acontecerem como tm de acontecer...
Acho que o vírus pegou amigo..Relaxa!
rsr
Abraços e mais abraços p o Gabriel!
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