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Automobilismo, motociclismo, música, política, cinema, história... Este é um espaço para compartilhar ideias, opiniões, imagens, sonhos e loucuras. Divirta-se!

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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

domingo, 27 de dezembro de 2009

BAÚ DO PANDINI - NÚMERO II: O BEATLE QUE AMAVA CORRIDAS



George Harrison ao volante de um Lotus de 1961 no circuito de Donington durante o Gunnar Nilsson Memorial Trophy, em 1979. A foto é colaboração do acervo inesgotável de Rianov Albinov.
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George no GP da Inglaterra de 1977, em Silverstone.
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A capa do LP de 1979. Há quem jure que uma foto do asfalto de Interlagos entrou na composição da imagem.
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GP de Mônaco, 1966: George e sua mulher, Patty, com Jim Clark.
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Mais uma dele no GP da Inglaterra de 1977, em Silverstone.
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GP da Inglaterra, 1999: com Mario Illien, da Mercedes-Benz, e Emerson Fittipaldi.
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Mais uma de George pilotando o Lotus em Donington.
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O lado A do compacto do LP de 1979, com fotos de pilotos.
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No lado B, homenagem a Gunnar Nilsson.
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A capa do compacto: George Harrison e Jackie Stewart.
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Barry Sheene, campeão mundial de motovelocidade-500 cm³ em 1976 e 1977, amigo de George, testa um Surtees em 1977. O ex-Beatle testou esse carro no mesmo dia, usando o capacete de Sheene e um macacão emprestado por Surtees.
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"O mais famoso fã de Fórmula 1." Assim George Harrison é apresentado na edição de fevereiro de 2006 da revista inglesa "F1 Racing", que reproduz uma entrevista concedida ao jornalista inglês Chris Hockley em 1979. Um documento que captou de maneira excepcional a paixão de George pelas corridas.
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George Harrison foi o primeiro Beatle a vir ao Brasil - e o fez não para cantar, mas para assistir ao GP do Brasil naquele mesmo ano de 1979, em Interlagos. O cantor e guitarrista curtiu alguns dias de praia e sol como hóspede de Emerson Fittipaldi na casa que o bicampeão tinha em Guarujá. A paixão por automobilismo e motociclismo nasceu quando George era criança. Seu pai o levava para assistir corridas no circuito de Aintree, que ficava próximo a Liverpool e sediou alguns GPs da Inglaterra até 1963.
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George tornou-se fã do piloto inglês Geoff Duke, seis vezes campeão mundial nas categorias 500 e 350 entre 1950 e 1955. Foi em Aintree que George assistiu em 1955, com 12 anos de idade, ao seu primeiro GP de Fórmula 1. "Simplesmente gostei", afirmou. "Sempre que havia alguma corrida eu ia para Aintree. Depois, comecei a me envolver com os Beatles, mas continuei sendo um grande fã de automobilismo. Durante a fase dos 'Fab Four', eu ia a Mônaco especialmente para ver os GPs." Curioso é imaginar George Harrison como um fã "normal", que fotografava tudo com uma câmera barata e escrevia para as equipes pedindo material para colecionar. Pois foi exatamente assim que ele passou sua adolescência. Organizou tudo em álbuns e preservou-os com todo o cuidado até deixar a casa de seus pais - o que aconteceu em 1960, quando George tinha 17 anos e já tocava com John Lennon, Paul McCartney e Pete Best (que em 1962 seria substituído por Ringo Starr). "Eu tinha fotos BRM, Connaught, Vanwall, todas essas coisas. Tenho certeza de que tudo isso está em algum lugar do sótão da casa do meu pai", afirmava George na entrevista publicada na F1 Racing.
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Em 1977, George teve a oportunidade de pilotar um Fórmula 1 contemporâneo. O guitarrista acompanhou seu amigo Barry Sheene, campeão mundial de motociclismo na categoria 500 cm³ em 1976 e 1977 e que testaria um Surtees TS 19 em Brands Hatch. Encerrado o teste, Sheene insistiu com John Surtees que deixasse o músico dar algumas voltas no carro. George deu algumas voltas no Mercedes de Sheene para conhecer o traçado e em seguida assumiu o cockpit do TS 19 usando capacete e macacão emprestados por Surtees e Sheene. Um resumo de suas lembranças: "Não era um carro competitivo. Mas para mim, que nunca havia pilotado, era fantástico! Não andei realmente rápido. Minha primeira preocupação ao sair do box era não deixar o motor apagar. Foi difícil: era muito tênue a diferença entre [acelerar o suficiente para] não deixar o motor apagar e [acelerar demais a ponto de] dar uma rodada. Ao mesmo tempo, eu pensava: 'Como venta aqui...' Só então lembrei de abaixar a viseira! Foi uma sensação ótima".
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Nessa entrevista, George comenta a visita que fizera poucos meses antes ao Brasil: "Usei o GP como desculpa para ir ao Brasil, simplesmente porque eu nunca havia estado lá. Queria apenas ver como era e, quem sabe, passar alguns dias com Emerson Fittipaldi na praia. E eu realmente gostei do Brasil. Interlagos é um circuito fantástico. É um dos poucos do mundo em que você vê praticamente 90 por cento da pista estando em um único lugar." (Nota do blogueiro: George se referia ao traçado original de Interlagos, com quase 8 km de extensão. A reforma que deixou o circuito com o traçado atual foi iniciada em novembro de 1989.) Em seguida, Chris Hockley perguntou qual era a pista que George mais gostava. "Falando apenas como espectador, Interlagos é uma ótima pista. Também gostei de Jarama, Paul Ricard e Dijon." George compareceu a dezenas de corridas de Fórmula 1 e de Fórmula Indy (onde quase sempre era visto ao lado de Emerson Fittipaldi) até os últimos meses de sua vida. Em junho de 2001, esteve em Montreal para assistir ao GP do Canadá - provavelmente o último a que compareceu. Cinco meses mais tarde, no dia 30 de novembro, George morreu após uma longa batalha contra o câncer - a doença começou no pulmão e reapareceu em metástase.
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A visita de George Harrison ao Brasil - sua única ao País - se deu em moldes que dificilmente seriam vistos nos dias de hoje com os "superstars" em atividade. Ele simplesmente veio e foi ao autódromo. Nenhum esquema especial de divulgação, nenhuma entrevista coletiva agendada. Um dos jornalistas que o entrevistaram foi Castilho de Andrade, do Jornal da Tarde.
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Há quem jure que o asfalto de Interlagos foi usado como fundo para compor a foto da capa do disco "George Harrison", identificado por muitos fãs de corridas como "Faster" - na verdade, uma faixa do álbum que homenageia os pilotos de Fórmula 1. Como nunca consegui confirmação disso, sempre repeti a informação mais na base da lenda do que como verdade. E parece que é mesmo lenda. "George Harrison" foi lançado nos Estados Unidos em 9 de fevereiro de 1979 - apenas cinco dias depois do GP do Brasil daquele ano. Em todo caso, não fechei opinião sobre o assunto: pode ser que uma foto de Interlagos realmente tenha sido usada, mas ela dificilmente teria sido feita durante o final de semana da corrida de 1979. A música "Faster" foi lançada também em compacto simples, e este é uma peça de colecionador que eu gostaria de ter. A capa mostra George caminhando com Jackie Stewart em algum paddock qualquer. E o vinil é uma verdadeira obra de arte: o lado A, com "Faster", tem retratos de grandes pilotos de Fórmula 1; o B, com a música "Your love is forever", tem uma foto do Lotus de Gunnar Nilsson em 1977 - uma homenagem ao piloto sueco morto de câncer (por fúnebre coincidência, a mesma doença que matou George) em outubro de 1978.
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Quem quiser curtir o video-clip da música Faster pode clicar aqui. Em outro vídeo, George canta "Here comes Emerson", uma saudação ao piloto brasileiro após se restabelecer do acidente sofrido em Michigan, em 1996. Por fim, uma homenagem mais recente a Emerson: Dinho Leme (Mutantes), Bruno Gouveia (Biquini Cavadão) e Henrique Portugal (Skank) cantam a música de George durante o programa Linha de Chegada, do SporTV.
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Com este post, encerro as atividades do blog neste agitado, mas extremamente produtivo ano de 2009. Estarei de volta a partir de 20 de janeiro - ou antes, caso eu tenha alguma idéia genial... Feliz 2010 para todos vocês!
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VAMOS FALAR DE MULHERES (COM TODO O RESPEITO): JOANNA CAMERON

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Este "Vamos falar de mulheres..." foge do propósito original ao destacar uma garota (bem, ela já não é mais tão garota) apenas pela beleza física. Mas as lembranças de infância justificam a exceção.
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Quando eu tinha nove ou dez anos (ou seja, por volta de 1977/1978), passava na RGT um seriado chamado "A Poderosa Isis". Era um lixo, mas a beleza da protagonista me prendia na frente do aparelho de TV. E o mais curioso: apesar da roupa provocante da heroína, eu achava a moça mais bonita em "traje civil".
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Joanna Cameron era a atriz de "A Poderosa Isis". Não sei muito a respeito dela: só o que as fotos acima mostram. E você?
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 153B: O STOCK DE MERCEDE/DEDÊ/ÁGUIA NA MIL MILHAS DE 1983

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Este Opala foi mencionado no post abaixo. É o carro que Ricardo "Mike" Mercede, Dedê Gomez e Luiz Evandro "Águia" levaram ao segundo lugar na Mil Milhas Brasileiras de 1983.
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Deve haver mais histórias por aqui. Conte para a gente, Mike!
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 153: O STOCK QUE NÃO PODIA QUEBRAR


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Já fazem uns bons anos que recebi esta preciosidade saída diretamente dos arquivos do Ricardo "Mike" Mercede. É o Opala que ele pilotou no Campeonato Brasileiro de Stock Car de 1982. Naquele ano, Mike conseguiu o patrocínio da Basf e montou uma equipe de dois carros - um para ele, número 60, e outro para Hélio "Horácio" Matheus, número 90. Como chefe de equipe, ninguém menos que o já lendário Luiz Pereira Bueno, que aparece à direita na foto, de camiseta e calça azuis.


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Na época, eu tinha 14 anos e achava esse carro um dos mais bonitos do grid. A pintura em vermelho com frisos brancos reproduzia a logomarca da Basf e era idêntica à dos Sauber que disputavam o Campeonato Mundial de Protótipos, igualmente com patrocínio da Basf. Os Stock, porém, tinham um detalhe que chamou minha atenção desde o começo: os números 60 e 90 dos carros tinham a mesma fonte utilizada nas embalagens das fitas cassete para informar o tempo de gravação (60 ou 90 minutos).
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Infelizmente, a participação da equipe Basf dificilmente pode ter uma definição mais amena que "vexame". Mike conta que, sabe-se lá por qual razão, algum gênio da empresa (devia conhecer tudo sobre automobilismo) decidiu na última hora incluir no contrato de patrocínio uma cláusula que... proibia abandonos! Os dois carros tinham que receber a bandeirada em todas as corridas; do contrário, a equipe (leia-se Mike) teria que pagar à Basf uma multa de valor elevado. Detalhe: apesar das aparências, a verba de patrocínio não era das maiores do grid da Stock naquele ano.
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Sem opção, Mike teve que se contentar em preparar os carros pensando unicamente na durabilidade. Os pilotos, por sua vez, não podiam sequer pensar em se arriscar em uma eventual disputa de posição (isso se houvesse tal possibilidade, já que a norma contratual do "é proibido quebrar" fez dos carros da Basf os mais lentos do grid).
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Hélio "Horácio" Matheus, um piloto que andava entre os primeiros nas corridas da Copa Fiat, não aguentou muito tempo nesse esquema. Conseguiu a façanha de marcar um ponto no campeonato (no Rio de Janeiro, em uma corrida repleta de abandonos), mas deixou a equipe depois de três corridas. Luiz Pereira Bueno assumiu o volante do carro 90, unicamente para cumprir o compromisso contratual de ter dois carros no grid. E assim a equipe arrastou-se até o final da temporada, eventualmente marcando um ou dois pontos (na época, a pontuação da Stock premiava os dez primeiros colocados) em corridas com muitos abandonos.
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No começo de 1983, já sem a Basf, Mike teve uma recompensa por seus esforços. A preparação "mansa" de seu Opala mostrou-se perfeita na Mil Milhas, onde todos os Stock "bravos" tiveram sérios problemas mecânicos. Terminou em segundo lugar, dividindo o volante com Dedê Gomez e Luiz Evandro "Águia".
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O SIGNIFICADO DA SIGLA DO PARTIDO POLÍTICO "DEM"

A sigla DEM, escolhida pelos luminares para substituir o desgastado PFL, ganhou novo significado com a revelação do "mensalão do Arruda" (integrado também por políticos do PSDB e PPS). DEM passou a significar "Dinheiro Enfiado na Meia".

Constatação do Blog do Onipresente.

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