PandiniGP

Automobilismo, motociclismo, música, política, cinema, história... Este é um espaço para compartilhar ideias, opiniões, imagens, sonhos e loucuras. Divirta-se!

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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 151: EPSILON EUSKADI, DE PAI PARA FILHO

Adrian Vallès, Fórmula Renault 3.5 - Mônaco 2009
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Chris van der Drift, Fórmula Renault 3.5 - Mônaco 2009

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Adrian Vallès, Le Mans Series, Paul Ricard

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De repente o vejo se transformar
Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar
Quando eu chegar lá de onde eu vim
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("O Filho Que Eu Quero Ter", Vinicius de Moraes/Toquinho)

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Semanas atrás, meu filho Gabriel brincava com seus carrinhos, entre eles uma miniatura do Minardi PS 04B pilotado por Zsolt Baumgartner em 2004. Observei, e disse ao Gabriel, que a pintura do Minardi era muito parecida com a dos carros da equipe basca Epsilon Euskadi na Fórmula Renault 3.5. Passei a chamar o carrinho de Epsilon Euskadi, inspirado no fato de a equipe ter solicitado à FIA permissão (inexplicavelmente negada em favor de marcas de fantasia do tipo Qadbak e essa Lotus malaia) para disputar a temporada de F1 de 2010.
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Dias depois, Gabriel saiu com a avó para comprar um presente de dia das crianças. Ao chegar em casa, mostrou sua escolha: outra miniatura do PS 04B , mas a de Gianmaria Bruni. "Epsilon Euskadi completa!", afirmou, referindo-se ao fato de que agora "teríamos" os dois carros da equipe para brincar.
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Naqueles mesmos dias, Gabriel colocou em seu Saco de Batatas posts sobre equipes de Fórmula 1 que jamais conseguiram algo mais do que fazer figuração ou folclore. Foi impossível deixar de lembrar das minhas primeiras descobertas do automobilismo. Eu apreciava, e muito, carros da Ferrari e Lotus, mas também me deliciava ao ver fotos de Maki, ATS, Ensign, Osella e outras máquinas maravilhosas do fundo do pelotão.
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O atual interesse de meu filho por equipes pequenas tem semelhanças impressionantes com o que eu tinha há trinta anos. Idem a obstinação em "caçar" imagens de carros "difíceis" - cada um com os recursos disponíveis em sua época. Aos 10, 11 anos, eu me sentava na máquina de escrever de meus pais e, em cinco ou seis folhas de sulfite, relatava detalhadamente corridas que só existiam em minha imaginação. Tais "reportagens" raramente deixavam os limites da minha casa. Gabriel, aos nove, se senta ao computador, procura as informações que deseja (eventualmente, tira dúvidas comigo), seleciona fotos e publica textos que ficam à disposição de quem quiser ler, em qualquer lugar do mundo.
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É comum reclamarmos da ditadura do tempo. Às vezes, ele parece passar depressa demais. Em compensação, a passagem do tempo pode dar presentes indescritíveis. Como ver o "meu" bebê crescer, se transformar em "um menino igual a mim" e conversar de igual para igual sobre um assunto que gosto tanto.
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Gabriel, pus aqui as fotos dos Epsilon Euskadi que você tanto me pediu. Divirta-se! .

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

DEU TODT NA PRESIDÊNCIA DA FIA

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A eleição para a presidência da FIA, realizada hoje, terminou com um "vareio" de Jean Todt, candidato da situação, sobre Ari Vatanen, que se apresentava como oposição. O francês conseguiu 70% dos votos válidos e sucederá Max Mosley.
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Todt foi apoiado por Mosley durante a campanha, o que para mim é um péssimo sinal. Por outro lado, acho difícil alguém conseguir a façanha de ser tão maléfico para o esporte quanto foi Mosley durante sua trágica passagem pela presidência da FIA. Aguardemos.
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Quer ler mais sobre a eleição? Entre no Tazio e no Grande Prêmio, que estão dando boa cobertura para o assunto. Quer saber mais sobre os oponentes? Leia este post que foi ao ar em 15 de julho.
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Sobre a foto acima: ela mostra o novo presidente da FIA em seus tempos de navegador de rali, mais precisamente em 1978, durante o Rali Volta da América do Sul, entre Buenos Aires e Caracas. Na ocasião, Todt era navegador do finlandês Timo Makinen em um dos Mercedes-Benz 450 SLC da equipe oficial de fábrica. Terminaram em quarto lugar após escaparem ilesos de uma capotagem espetacular em Porto Velho (RO).
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domingo, 18 de outubro de 2009

DIRETO DO ANEL EXTERNO DE INTERLAGOS (8): BUTTON CAMPEÃO. DEU TUDO ERRADO PARA BARRICHELLO.

Jenson Button, o 31° campeão mundial de Fórmula 1. Merecido. Foto: Jorge Sá.
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A pole foi o melhor momento de Barrichello. Quem sabe em 2010. Foto: Jorge Sá.
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A torcida foi grande, mas não suficiente. E Barrichello passou mais um ano sem realizar o sonho de vencer o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.
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Para Barrichello, deu tudo errado. Repito: os pés-gelados Serra e Kassab "secaram" o brasileiro. É minha humilde opinião.
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DIRETO DO ANEL EXTERNO DE INTERLAGOS (7): LEO BURTI VENCE A PRIMEIRA NO PORSCHE GT3 CUP


Largada do Porsche GT3 Cup, com Miguel Paludo (77) e Leo Burti (87) na frente. Foto: Bruno Terena.
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Leo Burti, vencedor da prova. Foto: Bruno Terena.
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Tom Valle (99), Marcelo Ometto (8) e Marcel Visconde (55). Foto: Bruno Terena.

Marcelo Ometto, terceiro colocado. Foto: Bruno Terena.
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Porsche GT3 Cup: preliminar do GP do Brasil vê a primeira vitória de Leo Burti
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Arquibancadas cheias e preliminar do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Não poderia haver melhor ocasião para Leo Burti conquistar sua primeira vitória no Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Leo, irmão do ex-piloto de F1 e comentarista de F1 da Rede Globo, Luciano Burti, estreou neste ano na categoria e mostrou-se competitivo desde sua primeira prova. “Faltava ganhar uma corrida. Eu não aguentava mais conquistar segundos lugares!”, brincou após receber um banho de champanhe dos colegas.
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Na prova deste domingo, Burti largou em segundo lugar e se manteve desde a largada próximo ao líder e bicampeão antecipado Miguel Paludo, que largou na pole position. A liderança de Paludo durou seis voltas; na seguinte, Paludo parou por pane no câmbio. “Quando o Miguel parou, eu sabia que era apenas uma questão de administrar a corrida. Tínhamos uma vantagem confortável sobre nossos perseguidores”, afirmou Burti após a prova. Nem mesmo a entrada do safety car, motivada por uma colisão entre Gustavo Michelsen e Lucas Molo, tirou a confiança do vencedor. O acidente aconteceu quando Michelsen rodou na saída do Bico de Pato e foi atingido por Molo, que não teve por onde desviar.
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Atrás de Burti e Paludo, a corrida também ofereceu grandes emoções ao público de aproximadamente 60.000 pessoas que compareceu a Interlagos. Tom Valle terminou em segundo lugar depois de disputar a posição com Marcelo Ometto, terceiro colocado, e Ricardo Baptista, que se atrasou ao rodar depois de passar por cima de uma zebra que, apesar do sol no momento da corrida, continuava molhada pela chuva que caiu durante a noite na cidade de São Paulo. Otávio Mesquita, Marcel Visconde e Clemente Lunardi completaram o pódio com atuações notáveis: Otávio largou em nono lugar, Marcel em 11° e Lunardi em 12°. Todos tiveram que “abrir caminho” em meio a muitas disputas com pilotos como Luís Zattar e Constantino Júnior, que também andaram entre os seis primeiros colocados.
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Resultado final da prova 14 do Porsche GT3 Cup, disputada como preliminar do GP do Brasil de F1:
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1) 87-Leo Burti, 14 voltas em 26:04.480, média de 138,815 km/h
2) 99-Tom Valle, a 1.333
3) 8-Marcelo Ometto, a 2.466
4) 51-Otávio Mesquita, a 3.139
5) 55-Marcel Visconde, a 6.440
6) 7-Clemente Lunardi, a 6.788
7) 27-Ricardo Baptista, a 6.876
8) 00-Constantino Júnior, a 8.995
9) 64-Sérgio Ribas, a 9.866
10) 34-Maurizio Billi, a 14.970
11) 15-Henry Visconde, a 19.192
12) 18-Danilo Fernandez, a 27.295
13) 21-Valter Rossete, a 31.086
14) 3-Luís Zattar, a 1:28.159
15) 9-Guilherme Figueirôa, a 1 volta
16) 10-Adalberto Baptista, a 2 voltas
17) 5-Antônio Hermann, a 2 voltas
18) 52-Beto Posses, a 3 voltas
19) 4-Gustavo Michelsen, a 7 voltas
20) 46-Lucas Molo, a 7 voltas
21) 77-Miguel Paludo, a 8 voltas
22) 89-Daniel Paludo, a 8 voltas
23) 11-Omilton Visconde Jr., a 10 voltas
24) 36-Charles Reed, a 13 voltas.
Melhor volta: Miguel Paludo, 1:41.196, média de 153,291 km/h
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Classificação do campeonato após 14 de 16 provas: 1) Miguel Paludo, 230 pontos (campeão); 2) Constantino Júnior, 172; 3) Ricardo Baptista, 165; 4) Marcel Visconde, 155; 5) Tom Valle, 134; 6) Beto Posses, 125; 7) Leo Burti, 112; 8) Clemente Lunardi, 104; 9) Sérgio Ribas, 101; 10) Luís Zattar, 87; 11) Maurizio Billi, 77; 12) Marcelo Ometto, 74; 13) Otávio Mesquita, 67; 14) Guilherme Figueirôa, 47; 15) Adalberto Baptista, 38; 16) Valter Rossete, 33; 17) Charles Reed, 32; 18) Daniel Paludo, 28; 19) Antônio Hermann, 23; 20) José Màrio Castilho 18; 21) Haroldo Pinto, 17; 22) Henry Visconde, 16; 23) Omilton Visconde Jr., 15; 24) Marcos Barros, 10; 25) Danilo Fernandez, 5; 26) Gustavo Michelsen e Lucas Molo, sem pontos.
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DIRETO DO ANEL EXTERNO DE INTERLAGOS (6): ANDRÉ POSSES CAMPEÃO DO PORSCHE GT3 CUP LIGHT

Largada da Light: André Posses (2) e Felipe Johannpeter (73) em primeiro e segundo lugares. terminaram nessas mesmas colocações, mas Johannpeter caiu para quinto: foi punido em 2o segundos por queima de largada. Foto: Bruno Terena.
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Elias Azevedo (21) à frente de Eduardo Rocha Azevedo (88), Sylvio Barros (5), Edu Guedes (9) e Amilcar Collares (27). Foto: Carsten Horst.
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Relato da prova do Porsche GT3 Cup Light, feito pela Natali Chiconi com edição e pitacos meus:
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Posses vence a terceira e conquista o título do Porsche GT3 Cup Light
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André Posses venceu novamente uma corrida da Porsche GT3 Cup Light. Neste domingo, o piloto, que largou na pole pela primeira vez, conquistou o título da primeira temporada da categoria. Apesar de liderar de ponta a ponta, André teve uma corrida difícil: ele começou a poupar pneus nas voltas finais, mas precisou acelerar novamente para manter a liderança.
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“Como saímos com pneus de chuva, nas três ou quatro primeiras voltas a pista estava úmida e deu para correr. Depois, com pista seca, eles gastaram demais e o carro começou a escorregar muito”, disse Posses. “Estou muito contente porque é meu primeiro titulo no automobilismo”, comemorou Posses.
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Elias Azevedo terminou na segunda colocação e consagrou-se como o vice-campeão da competição. Felipe Johannpeter, segundo colocado na pista, foi punido em 20 segundos por queima de largada e caiu para quinto no resultado final. Eduardo Azevedo ficou com o terceiro posto, à frente de Amilcar Collares.
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A última etapa da Porsche Cup Light será realizada no dia 7 de novembro, no autódromo de Interlagos.
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Resultado final:
1) 2-André Posses, 10 voltas em 21:29.665, média de 120,282 km/h
2) 21-Elias Azevedo, a 4.186
3) 88-Eduardo Rocha Azevedo, a 4.571
4) 27-Amilcar Collares, a 15.539
5) 73-Felipe Johannpeter, a 22.692
6) 5-Sylvio Barros, a 26.174
7) 9-Edu Guedes, a 27.766
8) 69-Sérgio Maggi, a 32.774
9) 11-Christiano Freire, a 38.466
10) 81-Gil Farah, a 45.830
11) 99-Alan Turres, a 1:00.695
12) 18-Carlos Ambrósio, a 1 volta
13) Daniel Moraes, a 6 voltas
14) Tommy Soubihe, a 8 voltas
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Classificação do campeonato: 1) André Posses, 60 pontos (campeão); 2) Elias Azevedo, 52; 3) Eduardo Rocha Azevedo, 38 4) Amilcar Collares, 32; 5) Edu Guedes, 32; 6) Carlinhos Ambrósio, 27; 7) Sylvio Barros, 22; 8) Christiano Freire, 21; 9) Daniel Moraes, 17,5; 10) Tommy Soubihe, 16; 11) Sérgio Maggi, 14; 12) Felipe Johannpeter, 12; 13) Guilherme Ribas, 10; 14) Gil Farah, 6; 15) Alan Turres, 5 pontos.

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PÉS-FRIOS

Serra e Kassab presentes a Interlagos.
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Não foi à toa que tudo deu errado para Barrichello.
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DIRETO DO ANEL EXTERNO DE INTERLAGOS (5): SONS, CHEIROS, CORES

Um Fórmula 1 (na foto acima, o de Robert Kubica) passando à frente de seus olhos, acelerando subida dos boxes acima e deixando em seu rastro o som maravilhoso do motor, o odor da gasolina (não, não tem nada a ver com que emana nos postos; é menos perfumado, mas nem por isso desagradável), a nuvem de água levantada pela passagem dos pneus pela pista molhada, o brilho da luz vermelha piscante que avisa aos demais pilotos da presença de um carro logo adiante.
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Pura poesia.
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Foi esta a visão que se teve da arquibancada da Porsche neste sábado, localizada no lado externo da Curva da Junção.
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Abaixo, o pole position Rubens Barrichello. Boa sorte, Rubens. Estou torcendo muito para você se livrar do estigma de ser o único piloto brasileiro vitorioso na Fórmula 1 que nunca subiu no degrau mais alto do pódio no GP do Brasil.
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As duas fotos são cortesia do camarada Jorge Sá, fotógrafo oficial do Porsche GT3 Cup.
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DIRETO DO ANEL EXTERNO DE INTERLAGOS (4): O PRIMEIRO BICAMPEÃO DO PORSCHE GT3 CUP

Miguel Paludo à frente de Clemente Lunardi: primeiro bicampeão do Porsche GT3 Cup. Foto: Jorge Sá/JV Photo Racing.
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Leo Burti, segundo no grid. Foto: Carsten Horst.
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Ricardo Baptista, campeão de 2007, sai em terceiro. Foto: Bruno Terena.
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Porsche GT3 Cup: Miguel Paludo vence a Flying Lap, conquista o bicampeonato e larga na pole position na preliminar do GP do Brasil de Fórmula 1
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O Porsche GT3 Cup Challenge Brasil tem o primeiro bicampeão de sua história. O gaúcho Miguel Paludo venceu neste sábado a Flying Lap, o treino classificatório que contou pontos como 13ª prova da temporada 2009 e definiu o grid de largada para a prova 14, que será disputada neste domingo a partir das 10h35 como preliminar do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. A prova será exibida em inserções do programa Esporte Espetacular, da Rede Globo de Televisão, a partir das 10h00.
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Paludo conquistou o bicampeonato em um treino que começou com pista molhada. “Amadureci muito nesta temporada. Foi um ano fantástico para mim, muito diferente de 2008, em que eu fazia minha estreia na categoria”, dizia o piloto gaúcho. “Fiquei um pouco apreensivo por começar o treino com pista molhada. Fui progredindo e consegui acertar uma boa volta. Amanhã, vou correr de alma lavada e espero vencer a preliminar da Fórmula 1.”
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Constantino Júnior, único piloto que ainda lutava pelo título com Paludo, perdeu suas chances ao terminar em sexto lugar. “Simplesmente não consegui ser mais rápido”, afirmou, com tranquilidade. Maior rival de Paludo em 2008 e ao longo da temporada de 2009, ele elogiou o adversário e parabenizou-o pelo bicampeonato: “Foi merecido. O Paludo já era bom no ano passado e evoluiu muito. Parece até outro piloto”.
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Grid de largada para a prova 14 e resultado da prova 13
1) 77-Miguel Paludo, 1:51.656, média de 130,636 km/h
2) 87-Leo Burti, 1:51.913
3) 27-Ricardo Baptista, 1:52.199
4) 8-Marcelo Ometto, 1:52.634
5) 3-Luís Zattar, 1:52.650
6) 00-Constantino Júnior, 1:52.824
7) 99-Tom Valle, 1:52.946
8) 34-Maurizio Billi, 1:52.994
9) 51-Otávio Mesquita, 1:53.019
10) 52-Beto Posses, 1:53.053
11) 55-Marcel Visconde, 1:53.593
12) 7-Clemente Lunardi, 1:53.604
13) 64-Sérgio Ribas, 1:53.807
14) 5-Antônio Hermann, 1:54.150
15) 21-Valter Rossete, 1:54.578
16) 4-Gustavo Michelsen, 1:54.680
17) 89-Daniel Paludo, 1:54.896
18) 36-Charles Reed, 1:55.339
19) 46-Lucas Molo, 1:55.529
20) 9-Guilherme Figueirôa, 1:55.791
21) 11-Omilton Visconde Jr., 1:55.905
22) 15-Henry Visconde, 1:56.304
23) 10-Adalberto Baptista, 1:56.409
24) 18-Danilo Fernandez, 1:57.423
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Classificação do campeonato após 13 de 16 provas: 1) Miguel Paludo, 230 pontos (campeão); 2) Constantino Júnior, 164; 3) Ricardo Baptista, 156; 4) Marcel Visconde, 143; 5) Beto Posses, 125; 6) Tom Valle, 116; 7) Clemente Lunardi, 94; 8) Sérgio Ribas, 94; 9) Leo Burti, 92; 10) Luís Zattar, 85; 11) Maurizio Billi, 71; 12) Marcelo Ometto, 58; 13) Otávio Mesquita, 53; 14) Guilherme Figueirôa, 46; 15) Adalberto Baptista, 38; 16) Charles Reed, 32; 17) Valter Rossete, 30; 18) Daniel Paludo, 28; 19) Antônio Hermann, 23; 20) José Màrio Castilho 18; 21) Haroldo Pinto, 17; 22) Omilton Visconde Jr., 15; 23) Henry Visconde, 11; 24) Marcos Barros, 10; 25) Danilo Fernandez, 1; 26) Gustavo Michelsen e Lucas Molo, sem pontos.
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A programação para este domingo é a seguinte:
09:05 - 09:35 Prova Fórmula 3
09:50 - 10:25 Prova 3, Porsche GT3 Cup Light
10:35 - 11:10 Prova 14, Porsche GT3 Cup
13:30 Formação do Grid de Largada F1
14:00 GP do Brasil de Fórmula 1
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sábado, 17 de outubro de 2009

DIRETO DO ANEL EXTERNO DE INTERLAGOS (3): OS "DOIS" CARROS DE ANDRÉ POSSES, O POLE DA LIGHT

Acredite: André Posses fez a pole com este carro no sábado...
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...depois de treinar com ele assim na sexta-feira. Fotos: Jorge Sá e Bruno Terena.
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Relato do treino classificatório do Porsche GT3 Cup Light:
Líder do campeonato, André Posses faz sua primeira pole position no Porsche GT3 Cup Light

Precisando de uma vitória para decidir por antecipação o título do Porsche GT3 Cup Light, o paulista André Posses deu o primeiro passo rumo à conquista ao marcar a pole position para a terceira prova da temporada 2009. A largada acontecerá às 9h35 e a prova é uma das que integram a programação do GP do Brasil de F1.

A pole,entretanto, não indica necessariamente que Posses terá uma corrida tranquila. Elias Azevedo, vice-líder do campeonato, larga a seu lado na primeira fila. Se vencer, ele adia a decisão para a última corrida da temporada, no dia 7 de novembro, também em Interlagos. A prova do Porsche GT3 Cup Light terá a participação de 14 carros e será a segunda deste domingo no autódromo.

O grid de largada é o seguinte:
1) 2-André Posses, 1:54.363, média de 134,638 km/h
2) 21-Elias Azevedo, 1:56.440
3) 88-Eduardo Rocha Azevedo, 1:56.566
4) 73-Felipe Johannpeter, 1:56.753
5) 7-Tommy Soubihe, 1:57.199
6) 5-Sylvio Barros, 1:57.414
7) 18-Carlos Ambrósio, 1:58.028
8) 27-Amilcar Collares, 1:58.265
9) 11-Christiano Freire, 1:58.756
10) 81-Gil Farah, 1:58.767
11) 99-Alan Turres, 1:58.815
12) 77-Daniel Moraes, 1:59.360
13) 69-Sérgio Maggi, 1:59.360
14) 9-Edu Guedes, sem tempo

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DIRETO DO ANEL EXTERNO DE INTERLAGOS (2): O TREINO LIVRE DO PORSCHE GT3 CUP

Miguel Paludo (foto: Jorge Sá/JV Photo Racing)
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Leo Burti (foto: Jorge Sá/JV Photo Racing)
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Marcel Visconde (foto: Jorge Sá/JV Photo Racing)
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Porsche GT3 Cup: Paludo faz o melhor tempo em treino com 12 carros no mesmo segundo e pode ser o primeiro bicampeão da categoria
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Além da definição do título mundial de Fórmula 1, o autódromo de Interlagos poderá ter neste final de semana a definição de outro campeão: o do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. A categoria, que integra a programação do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 pelo quinto ano consecutivo, realizará as provas 13 e 14 da temporada e pode consagrar o gaúcho Miguel Paludo como seu primeiro bicampeão. Nesta sexta-feira, Paludo fez o melhor tempo do treino livre, em que os 12 carros mais rápidos ficaram dentro do mesmo segundo.
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Paludo, atual campeão do Porsche GT3 Cup, tem 56 pontos de vantagem sobre Constantino. Restam 80 pontos em disputa (o vencedor de cada corrida recebe 20 pontos e as duas provas finais serão disputadas em Interlagos no dia 7 de novembro). Para comemorar o título sem depender dos resultados de Constantino, Paludo precisa marcar um total de 25 pontos nas duas provas. Ele pode correr de olho no adversário, já que um quarto e um quinto lugares lhe darão 26 pontos. Uma tarefa aparentemente fácil para um piloto que já conquistou sete vitórias na temporada, abandonou apenas uma vez e terminou as demais provas em segundo ou terceiro lugar.
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Constantino, por sua vez, conta com o retrospecto para adiar a decisão e tentar “virar o jogo” para conseguir seu primeiro título. Ele foi o vencedor das duas provas realizadas como preliminares do GP do Brasil de 2008 e é o recordista do Porsche GT3 Cup em Interlagos (1:39.858 para a pole position e 1:41.137 para a melhor volta), além de ser o piloto com maior número de vitórias na categoria (17).
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Paludo terminou o treino satisfeito e considera difícil baixar significativamente seu tempo no treino classificatório deste sábado. “A pista estava estranha”, definiu. “O carro tinha aderência perfeita nas curvas e, de repente, saía de traseira. Não sei explicar se é por causa da borracha dos F1 ou por alguma lavagem que é feita antes.” Leo Burti, segundo colocado, e Marcel Visconde, terceiro, tinham queixas parecidas.
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Como vem acontecendo desde 2007, o treino classificatório de sábado terá dupla função. Além de definir o grid de largada para a prova de domingo, ele valerá pontos como prova Flying Lap, válida como 13ª etapa do campeonato e com cerimônia de pódio. No domingo, a prova 14 será a última corrida preliminar antes da largada da Fórmula 1. Existe a chance de o campeonato ser decidido no sábado, a exemplo do que aconteceu em 2007. Naquele ano, Ricardo Baptista conquistou o segundo lugar no grid de largada e ficou com os pontos da vitória na Flying Lap porque o francês Olivier Maximin, pole position, correu como piloto convidado. No dia seguinte, Baptista venceu uma das corridas mais emocionantes da história do Porsche GT3 Cup após travar uma árdua batalha com Maximin e Tom Valle.
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Classificação do treino livre desta sexta-feira:
1) 77-Miguel Paludo, 1:40.845, média de 153,824 km/h
2) 87-Leo Burti, 1:41.027
3) 55-Marcel Visconde, 1:41.139
4) 51-Otávio Mesquita, 1:41.244
5) 7-Clemente Lunardi, 1:41.296
6) 27-Ricardo Baptista, 1:41.308
7) 8-Marcelo Ometto, 1:41.376
8) 52-Beto Posses, 1:41.447
9) 64-Sérgio Ribas, 1:41.579
10) 99-Tom Valle, 1:41.657
11) 34-Maurizio Billi, 1:41.743
12) 21-Valter Rossete, 1:41.786
13) 3-Luís Zattar, 1:42.004
14) 46-Lucas Molo, 1:42.153
15) 36-Charles Reed, 1:42.512
16) 11-Omilton Visconde Jr., 1:42.549
17) 89-Daniel Paludo, 1:42.552
18) 5-Antônio Hermann, 1:42.733
19) 4-Gustavo Michelsen, 1:44.645
20) 9-Guilherme Figueirôa, 1:44.708
21) 15-Henry Visconde, 1:44.841
22) 18-Danilo Fernandez, 1:45.604
23) 10-Adalberto Baptista, 1:47.507
24) 00-Constantino Júnior, não treinou
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DIRETO DO ANEL EXTERNO DE INTERLAGOS (1): O TREINO LIVRE DE SEXTA DO PORSCHE GT3 CUP LIGHT

André Posses. Foto: Bruno Terena



Eduardo Rocha Azevedo. Foto: Bruno Terena

Carlos Ambrósio. Foto: Bruno Terena
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Porsche GT3 Cup Light: preliminar do GP do Brasil pode decidir o título para André Posses
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Dois anos depois de correrem pela última vez em uma preliminar do GP do Brasil de Fórmula 1, os Porsche 911 GT3 Cup da geração “996” estão de volta ao autódromo de Interlagos. A prova, a terceira da temporada de 2009, será disputada a partir das 9h50 deste domingo e poderá decidir o título da temporada. Para que isso aconteça, o líder do campeonato, André Posses, precisa vencer a prova. Ele fez o melhor tempo no treino livre realizado na sexta-feira à tarde.
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Posses venceu as duas primeiras corridas, se vencer, alcançará o máximo possível de pontos válidos que um piloto pode marcar neste ano. Isso acontecerá devido ao descarte do pior resultado das quatro provas que compõem a temporada. Qualquer outro resultado de Posses levará a decisão para a última corrida, em Interlagos, no dia 7 de novembro. Os tempos do treino livre do Porsche GT3 Cup Light, realizado ontem:
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1) 2-André Posses, 1:43.874, média de 149,338 km/h
2) 88-Eduardo Rocha Azevedo, 1:45.705
3) 18-Carlos Ambrósio, 1:46.740
4) 5-Sylvio Barros, 1:47.269
5) 7-Tommy Soubihe, 1:47.304
6) 27-Amilcar Collares, 1:47.317
7) 21-Elias Azevedo, 1:48.094
8) 69-Sérgio Maggi, 1:48.590
9) 9-Edu Guedes, 1:48.737
10) 73-Felipe Johannpeter, 1:48.871
11) 99-Alan Turres, 1:50.097
12) 77-Daniel Moraes, 1:50.544
13) 11-Christiano Freire, 1:50.783
14) 81-Gil Farah, 1:53.569
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O ARTISTA E O FÃ


Sábado passado, eu e Gabriel tivemos o prazer de conhecer a famiglia Mantovani: Bruno, Michele e o pequeno Enzo. Bruno, meu leitor desde os tempos em que eu era editor da Grid, tornou-se um artista e elabora charges e cartuns (eu nunca sei a diferença entre eles) que já ganharam os paddocks da F1 e são ansiosamente aguardados após cada GP.
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A certa altura, Mantovani mostrou a meu filho uma belíssima homenagem: uma charge (ou cartum...) retratando-o em um Renault - o carro que, nesta temporada, é pilotado por seu ídolo Fernando Alonso. Um caso raro de ídolo que homenageia o fã, e que evidentemente deixou meu moleque muito contente.
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Entre goles de café e chocolate quente, conversamos sobre diversos assuntos. Costumo dizer que, se eu fosse triliardário, faria uma revista de automobilismo sem desperdiçar um minuto sequer pensando em faturamento publicitário, borderô e outros assuntos chatos inerentes a publicações impressas. Minha única preocupação um produto editorial de altíssima qualidade unindo profissionais de grande talento. Mantovani estaria entre eles. Se você ainda não sabe por quê, desça alguns posts abaixo e veja o desenho que ele fez de Emerson Fittipaldi. Para conhecer a obra completa, vá ao Blog do Mantovani e delicie-se.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

POBRE SÃO PAULO, POBRES PAULISTAS, POBRES PAULISTANOS

Promoção da Red Bull antes do GP do Brasil de 2006: Michael Ammermüller na Praça Ramos de Azevedo (em frente ao Teatro Municipal), iniciando o percurso que o levaria ao Obelisco, no Ibirapuera. O orgulho de certos paulistanos não resiste ao pedido de um visitante estrangeiro para conhecer o centro histórico da cidade.

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Dentro de mim sai um monstro
Não é o bem, nem o mal
É apenas indiferença
É apenas ódio mortal
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Não quero ver mais essa gente feia

Não quero ver mais os ignorantes
Eu quero ver gente da minha terra
Eu quero ver gente do meu sangue
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Pobre São Paulo,

Pobre paulista,
Pobre São Paulo,
Pobre paulista
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(trecho de "Pobre Paulista", música de Edgard Scandurra, sucesso da banda paulistana Ira! no começo da década de 1980)
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Já ficou enfadonho e repetitivo. O roteiro é sempre o mesmo: por ocasião do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, publicações estrangeiras dedicam algumas linhas à cidade de São Paulo - como fazem em outros países. Algumas verdades são mencionadas e isso é suficiente para que um pequeno e insignificante grupo de "paulistanos orgulhosos" desperte de sua letargia e proponha algum tipo de "boicote" ou "campanha de retratação".
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Em outros tempos, a Benetton editava a irreverente revista "United Colors", distribuída nos boxes - tenho preservados alguns exemplares dela. Antes de algum GP do Brasil da década de 1990, a revista mencionou o que qualquer pessoa (especialmente um estrangeiro que chega ao aeroporto de Cumbica e enfrenta as aprazíveis marginais até chegar aos hotéis da zona sul) podia perceber: os cadáveres de cachorros mortos jogados no meio-fio das marginais, os perigos de uma saída noturna, a sujeira nas ruas. Algum grupo fez barulho e conseguiu extrair da equipe um pedido de desculpas. Quanto aos cachorros mortos, à violência e à sujeira, o tal grupo não moveu uma palha. Passados dez ou quinze anos, continua tudo igual.
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Em 2009, o alvo dos "paulistanos orgulhosos" é a Red Bull. O "Red Bulletin", tão irreverente quanto a "United Colors", atreveu-se a mencionar alguns pontos fracos da cidade de São Paulo (como, aliás, faz com todas as outras cidades pelas quais a F1 passa durante o ano), motivando certo grupo a criar um movimento de boicote. Recebi o pedido para aderir; foi imediatamente desconsiderado.
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O "orgulho paulistano" poderia ser positivo e levar seus portadores a ações que transformassem São Paulo em um lugar decente para todos viverem (por "todos", entenda-se pessoas de todas as classes sociais e de todas as regiões da cidade). Em vez disso, o tal "orgulho" limita-se à menção de superlativos do tipo "a cidade que não pára de crescer" ou "a maior frota de helicópteros do mundo" (como se algum destes postulados significasse necessariamente coisas boas).
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Dependendo do percurso e do meio de transporte, um infeliz morador de São Paulo pode passar de duas a seis horas por dia dentro de um carro ou um ônibus para se deslocar de casa para o trabalho e vice-versa. Ruas esburacadas, obras públicas mal-acabadas e com jeito de ruínas, ausência de áreas verdes, vias públicas inóspitas para pedestres e ciclistas, transporte público deficiente, sujeira nas ruas (tem gente que elege seus representantes dando ouvidos à cantilena do "corte de gastos públicos" sem pensar que limpeza urbana é um gasto público), planejamento urbano inexistente ou, quando existente, elaborado para favorecer financeiramente a uma minoria e não para criar qualidade de vida para toda a população. Acredite: tem gente aparentemente esclarecida que considera tudo isso absolutamente normal e ainda fica furioso quando alguém se atreve a dizer que morar em São Paulo é um inferno. Essas pessoas só não conseguem explicar por que tanta gente faz questão de sumir de São Paulo nos finais de semana e feriados.
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Anos atrás, um parente muito querido, já falecido, recebeu um colega estrangeiro da multinacional onde trabalhava. Gentilmente, meu parente se colocou à disposição para um passeio. Ouviu o pedido para conhecer a catedral da Sé - o visitante, pelo que entendi, era católico praticante e tinha o hábito de rezar nas catedrais de todas as cidades que tinha oportunidade de conhecer. Meu parente tentou demovê-lo da idéia e mencionou tudo o que pôde de ruim (ou de verdadeiro) sobre o centro paulistano: a sujeira, os trombadinhas, o mau cheiro, o tumulto, o trânsito, o abandono. Nada disso convenceu o visitante - e lá se foram eles para a Praça da Sé. Não tenho registro da opinião do estrangeiro sobre o que viu.
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É isso: o "orgulho paulistano" não resiste a um simples pedido de um visitante estrangeiro para conhecer a cidade além dos limites dos Jardins, de Higienópolis e do Alto de Pinheiros. Se você faz parte de algum dos grupos de "boicote" aos que falam certas verdades, analise um pouco a cidade à sua volta antes de condenar a quem considera São Paulo uma das melhores (ou piores) expressões do caos.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

OBRA DE ARTE DO MANTOVANI

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Um dos carros mais lindos da história da Fórmula 1, eternamente lembrado pelos momentos inesquecíveis que proporcionou a todos os brasileiros que gostam de corridas. Foi esta a inspiração do Bruno Mantovani para criar a obra de arte retratada acima.
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Mantovani, nessa você se superou. Desculpem as senhoras e crianças, mas esse desenho ficou a nata do suprassumo de um grandessíssimo caralho. Quer para você? Então, baixe daqui.
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

"LUIZ ALBERTO PANDINI ESPECIAL"

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Rianov Albinov está aceitando sugestões de fotos de "Obscuridades" para publicar em seu F1 Nostalgia. Listas de maior porte são publicadas homenageando seu autor.
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A foto acima, de Elio de Angelis pilotando o Lotus 88B nos treinos para o GP da Inglaterra de 1981, é uma das que sugeri. Quer ver as outras? Então, vá direto ao "Luiz Alberto Pandini Especial" e divirta-se.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 150: BATMÓVEL JAPONÊS

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Falar da Maki não é exatamente algo original. Muitos já conhecem a história, ou pelo menos ouviram falar, da equipe japonesa que entre 1974 e 1976 inscreveu-se esporadicamente em GPs de F1.
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A foto acima é a melhor que já vi do primeiro Maki, o F101 de 1974, em sua configuração. Ao volante está o neozelandês Howden Ganley. Não fossem pelas rodas descobertas, poderia tranquilamente ser considerado um esporte-protótipo. A abundância de curvas e formas fez com que o Maki F101 recebesse o apelido de "Batmóvel". Os testes mostraram que havia muita coisa a ser feita, inclusive aprimorar a aerodinâmica.
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Ao aparecer pela primeira vez em um GP (Inglaterra, 1974), o Maki F101 já exibia linhas bem mais convencionais. Não que tenha feito grande diferença: Ganley não conseguiu se classificar para a largada - fato que se repetiu nos outros sete GPs aos quais a Maki esteve presente. Além de Ganley, a Maki teve Tony Trimmer e Hiroshi Fushida. Também tentou resgatar Dave Walker, detentor de um feito único na história da Fórmula 1: não marcar sequer um ponto no mesmo campeonato em que seu companheiro de equipe conquistou o título mundial (Emerson Fittipaldi, Lotus, em 1972). A Maki inscreveu Walker para os GPs da Bélgica e Suécia de 1975, mas não compareceu a nenhum deles.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

QADBAK: "DEVE VIR PROBLEMA POR AÍ"

Qadbak compra a BMW (na foto, Christian Klien nos testes de Jerez no começo de 2009). Mas o que é Qadbak? De onde vem? Quem são seus donos? É casada? Tem filhos?

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Quando a BMW anunciou ter sido comprada por um grupo chamado Qadbak, minha primeira reação foi procurar o site oficial da empresa no Google. Curiosidade besta: queria ver o logotipo, ter noção das cores que o carro poderia ter, essas frivolidades. E, para meu espanto, o grupo que tem bala para "comprar" uma equipe de F1 simplesmente não tinha site oficial. As referências que apareceram eram as mais vagas e difusas. "Isto tem cheiro de maracutaia", pensei.
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Não fui o único a fazer tal busca - nem a ter a mesma impressão. Mas Leandro Kojima, leitor antigo de meus escritos, incomodou-se mais que outros com a pulga que se instalou atrás da orelha. Foi atrás de informações sobre a tal Qadbak. E sua pesquisa - segundo ele, "não muito demorada" - levou-o à conclusão: "Deve vir problema por aí".
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Com vocês, o texto do Leandro Kojima, publicado com a devida autorização.
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O que há por trás da Qadbak
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A Fórmula 1 em 2010 terá um grid com uma cara meio vintage, retrô mesmo. Depois de uma década em que predominaram as montadoras e seu extremo profissionalismo e dispêndio, teremos no próximo ano a participação majoritária daqueles típicos personagens que fizeram a cara da categoria até os anos 80: garagistas e picaretas. Os garagistas são o lado legal do esporte, pois personificam o esforço humano que rema contra a falta intermitente de recursos. Já os picaretas utilizam o esporte unicamente para encobrir falcatruas.

No próximo ano, provavelmente, teremos cinco equipes novatas. Três, gostemos ou não, são mais sérias, até mesmo por possuírem background automobilístico (USF1, Manor e Campos), uma é uma arrivista cujo cartão de visitas é um nome tradicional (Lotus) e uma é uma equipe que usará o espólio da BMW, a Sauber-Qadbak. Sabemos do que se trata a Sauber, velha participante de guerra. Mas e o tal de Qadbak?

Qadbak é um fundo de investimentos offshore sediado na Suíça, mas cujo aparato operacional fica nas Ilhas Virgens Britânicas. Esse fundo responde por investimentos de famílias européias e do Oriente Médio, sendo que estas últimas dão o nome ao fundo (Qadbak vem de Catar, Dubai, Abu Dhabi e Bahrein). A primeira aparição deste grupo ocorreu no futebol inglês: ele comprou ações do Notts County, o time de futebol mais antigo do mundo. Logo depois da compra, o time anunciou como diretor de futebol o ex-técnico da seleção inglesa, o sueco Sven-Göran Eriksson. Sem dúvida, um gigantesco golpe de marketing.

Um dos principais nomes da Qadbak é um tal Russell King. A compra do Notts, através de uma subsidiária da empresa conhecida como Munto Finance, só foi possível porque King é amigo do presidente do clube, Peter Trembling. A declaração de Trembling parece bastante otimista a respeito do futuro do seu clube e dos novos parceiros: "Existem alguns investidores privados que não querem ser identificados. São pessoas privadas que decidiram tomar conta do clube para fazê-lo progredir e ter um grande futuro". Investidores que não querem ser identificados nunca são coisa boa.

King e Trembling também foram parceiros de negócios aos se envolverem no Belgravia Financial Services, um grupo de investimentos sediado no paraíso fiscal de Jersey. Esse grupo surgiu no noticiário esportivo em 2006 ao fazer uma oferta-monstro para comprar o Newcastle United. Dois anos antes, eles tentaram entrar na Fórmula 1 com o projeto Dubai F1. Hoje em dia, o Belgravia é investigado por vários crimes, dentre eles o caso Unofon.

Qadbak, Munto, Belgravia, Unofon... vamos com calma.

A Unofon era uma companhia telefônica norueguesa criada a partir da união de duas companhias, a FixTelecom local e a Belgravia Telecom. Essa empresa cometia pequenos atos não-louváveis como o não-pagamento de salários por oito meses dos funcionários de seu call-center e o calote de 150.000 euros dado na Federação Norueguesa de Skatismo em 2005, o que quase levou a Federação, cujo esporte é mania nacional no país, à falência. Diante de tantos problemas, o Belgravia simplesmente fechou a Unofon e simplesmente não admitia que era acionista majoritário do Unofon. As autoridades norueguesas foram a fundo nas investigações e chegaram a uma conclusão contrária: 88 por cento das ações da Unocon eram da filial de Gibraltar da nossa querida offshore.

Coincidência ou não, existe uma empresa de engenharia civil chamada Belgravia Services sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e comandada por sudaneses e quenianos. A empresa tem ligações com a empresa petrolífera queniana Dalbit. Enfim...

Existe um site, o
http://www.belgravia.je/, que descreve todas as ações realizadas pela empresa nos últimos tempos.

E resumindo: uma das cabeças operantes da Qadbak tem seu nome envolvido em toda essa história. Será que dá pra acreditar que Peter Sauber fez bem em se unir com eles?

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ENTRE ASPAS

"Sim, ficou claro que o problema maior do que foi ao ar no “Fantástico” foi a edição desastrosa. Por isso pareceu tão ruim a entrevista. Só escolheram trechos desimportantes e confusos. O problema é que Piquet não chorou, tirando as referências dos editores do programa. Se tivesse chorado, seria fácil: fecha no rosto, nos olhos vermelhos, nas rugas, gran finale, volta para o apresentador com ar contrito, padrão Globo."
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Flavio Gomes, em seu blog, comentando a edição e a entrevista de Nelson Piquet a Reginaldo Leme e mostrada no programa "Fantástico", da RGT, no domingo passado.
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