PandiniGP

Automobilismo, motociclismo, música, política, cinema, história... Este é um espaço para compartilhar ideias, opiniões, imagens, sonhos e loucuras. Divirta-se!

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Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. Twitter: @pandinigp. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

15 ANOS

Não é a primeira vez que coloco esta imagem no blog. Mas ela é perfeita para lembrar de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna. Foto tirada em algum treino para o GP de San Marino de 1994, em Imola, exatamente onde ambos perderam a vida - o austríaco durante o treino classificatório de sábado, o brasileiro em plena corrida.
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Foram os dois últimos pilotos a morrerem na F1. De lá para cá, a categoria teve 15 anos sem mortes - um recorde inimaginável há relativamente pouco tempo. Em 1970, a revista Quatro Rodas publicou uma reportagem com o dramático título "Tirem a morte das pistas". A edição era de julho ou agosto e pelo menos dez pilotos já haviam morrido em diversas categorias, inclusive no Brasil. E aquele número ainda nem registrava os acidentes que mataram Piers Courage e Jochen Rindt.
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Que Senna e Ratzenberger continuem sendo durante muito tempo os dois últimos mortos da F1. Mas, sinceramente, gostaria que isso não fosse conseguido à custa de exageros como o de nunca mais termos uma largada de F1 sob chuva. Tema para uma longa discussão.

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

BARRIQUINHO, O RECLAMÃO

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Dias antes do GP da China, em uma animada mesa de almoço, surgiu conversa sobre a atual temporada de Fórmula 1 e, principalmente, sobre o surpreendente desempenho da Brawn GP, que havia vencido as duas corridas disputadas até então. A certa altura, um amigo comentou:
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- Se o Barrichello for campeão neste ano, vai calar a boca de muita gente...
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- O problema é que ele não vai calar a boca dele mesmo... - respondi.
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Todos riram e entenderam o que eu quis dizer. Rubens Barrichello, sem ser excepcional, é um grande piloto. Seu problema maior, desde o começo da carreira, é falar demais. Cria expectativas que não se sustentam, reclama, se coloca em posição de vítima. Tudo isso o torna alvo fácil para os piadistas de plantão. Cria para si próprio constrangimentos que poderiam nunca existir.
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No GP de Bahrein, Barrichello voltou à pista atrás de Nelsinho Piquet após uma de suas três paradas no box. Desesperou-se ao ver que não teria moleza para conseguir a ultrapassagem e começou a fazer sinais com a mão, reclamando que Piquet o estava segurando. Depois da corrida, Barrichello se queixou: "Ele estava de três a quatro segundos mais lento que eu e fechou a porta".
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Provavelmente esperava que o adversário simplesmente lhe abrisse caminho. Melhor ainda se completasse a manobra dizendo no rádio, para todo mundo ouvir: "Vá, Rubinho. Você é apenas um brasileirinho contra este mundão todo".
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Já podemos criar um novo personagem: "Barriquinho, o piloto reclamão". O apelido "Barriquinho" foi involuntariamente criado pelo locutor Odinei Edson durante a transmissão da corrida pelo sistema Bandeirantes de rádio. Numa daquelas falhas que todos nós cometemos de vez em quando, ele misturou "Barrichello" e "Rubinho" e acabou saindo "Barriquinho". Continuou narrando, mas os atentos Fábio Seixas e Jan Balder não deixaram passar em branco: "Barriquinho, Odinei?...". O narrador se desculpou, falou que havia errado, mas não adiantou. Adorei o novo apelido.
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PS - Leio no blog do Flavio Gomes que Galvão Bueno ficou completamente indeciso durante a disputa entre Piquetzinho e Barriquinho. Todos sabem qual seria o raciocínio do locutor se houvesse apenas um brasileiro naquela disputa: chamaria "nosso" representante de herói e aguerrido, se estivesse na frente, ou diria que estava sendo prejudicado por um adversário desleal, se estivesse atrás.
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É o que dá habituar-se a limitar narrações esportivas a uma disputa entre bons e maus, heróis e vilões, Brasil e "resto do mundo". Então, humildemente, ofereço a Galvão (considerado por alguns como o maior locutor de automobilismo do Brasil desde Nicolau Tuma no GP Cidade de São Paulo de 1936) uma solução para situações similares. Basta falar entusiasmado "Uma bela disputa entre os pilotos brasileiros!". Aliás, tal raciocínio também é perfeitamente aplicável quando houver estrangeiros na parada. Simples, não?

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

MAIS UMA DO TARSO

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A língua e a pena ferinas do jornalista Tarso de Castro (já falei dele aqui) não poupavam absolutamente ninguém - amigo ou inimigo. Brizolista convicto, Tarso espinafrava o próprio Leonel Brizola se considerasse equivocada alguma ação do político gaúcho. Entre 1987 e 1991, não perdeu nenhuma oportunidade de chamar o então governador de São Paulo, Orestes Quércia, de "Dama de Ferro". Ayrton Senna também nunca esteve entre as personalidades prediletas de Tarso - e, involuntariamente, acabou dando motivo para ganhar, nas colunas do jornalista, uma alcunha inusitada.
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No começo de 1988, Senna declarou que havia deixado de aparecer na mídia "para dar espaço ao tricampeão mundial" - uma desnecessária provocação a seu já desafeto Nelson Piquet. Este reagiu bem ao seu estilo: declarou em tom de desdém que Senna havia sumido "para não ter que explicar por que não gosta de mulher" - um boato que, maldoso ou debochado, circulava em grupos restritos da F1, mas até então não havia se tornado público. Muitos afirmam que Alain Prost começou a disseminar tal boato logo após o anúncio da contratação de Senna pela McLaren.
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Seja como for, a reação de Senna foi processar Piquet - o que deu ainda mais divulgação à briga entre os dois brasileiros (no fim, a coisa toda deu em nada) e ao boato de que Senna "não gostava de mulher". Foi a deixa para Tarso passar a se referir a Senna como "nosso veado veloz". Publicou isso em diversas colunas e nunca foi processado.
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Em 1990, Senna deu uma longa entrevista à revista Playboy. Entre outras declarações e revelações surpreendentes, para não dizer polêmicas (foi nessa entrevista que o piloto afirmou ter visto Deus durante um treino em Suzuka), Senna afirmou que havia namorado com a belga Catherine antes que ela se tornasse parceira fixa de Piquet, entre 1986 e 1991. "Eu a conheci como mulher", provocou Senna.
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Tarso de Castro não teve dúvidas. Em sua coluna no jornal paulista "Folha da Tarde", escreveu algo como "o veado veloz diz que conheceu Catherine Piquet como mulher. Só se eles frequentavam o mesmo salão de cabelereiro".
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PS 1 - Aos que estranham a presença de Tarso de Castro como colunista de um jornal como a "Folha da Tarde", cabe a explicação. Na segunda metade da década de 1980, a "FT" contratou diversos jornalistas e colunistas identificados com posições políticas de esquerda, numa tosca tentativa de apagar a imagem de diário oficial dos órgãos de repressão política da ditadura militar - papel que exerceu com galhardia durante uns bons 15 anos. A história da "FT" está contada no livro "Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988".
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PS 2 - A foto de Tarso que ilustra este post foi copiada do blog do fotógrafo Antonio Guerreiro.

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VAMOS FALAR DE MULHERES (COM TODO O RESPEITO): CANDICE BERGEN

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Candice Bergen no auge de sua beleza, nas décadas de 1960 e 1970...
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...e com Tarso de Castro em Paraty, presumivelmente em 1979 (foto do livro "Tarso de Castro: 75 kg de músculos e Fúria", de Tom Cardoso).
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Pelo menos para os mais velhos, a atriz estadunidense Candice Bergen dispensa apresentações. Atuou no cinema em filmes como Ânsia de Amar e Ghandi e, na TV, em seriados como Murphy Brown e, mais recentemente, Boston Legal.
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Até aí, nada de mais. A escolha de Candice Bergen para este "Vamos falar de mulheres..." poderia ter sido baseada unicamente em sua beleza. Mas, trinta anos atrás, Candice teve um envolvimento com o Brasil. Ou melhor, com um brasileiro - o jornalista Tarso de Castro, um dos melhores de sua geração, um dos criadores do lendário Pasquim, com passagens brilhantes por diversos órgãos de comunicação e mentor de diversos jornais e revistas que, infelizmente, tiveram existência muito curta.
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Candice acreditou piamente quando Tarso contou-lhe ter acompanhado Che Guevara na tomada de Havana por ocasião da Revolução Cubana, em 1º de janeiro de 1959. Viveram um curto e tórrido caso de amor que rendeu ótimas histórias.
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A mais famosa delas é a da viagem de Tarso e Candice a Salvador. Tarso, conhecido por sua total ausência de senso de medida (para o bem e para o mal), fez questão de hospedar-se no hotel Meridien, um dos mais caros da capital baiana. O casal ficou por lá durante uma semana, bebendo e comendo do bom e do melhor, pagando refeições e aperitivos para todos os amigos que apareciam para uma visita.
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Na hora de pagar a conta, uma certa expressão de pânico foi transformando o semblante de Tarso à medida em que o gerente ia somando na calculadora os valores constantes na pilha de notas de despesa assinadas. Candice Bergen sabia que o namorado não era um homem que nadava em dinheiro e ofereceu-se para pagar - proposta que Tarso, com seu brio gaúcho, recusou energicamente. O gerente fechou a conta e estendeu uma nota fiscal ao jornalista, na qual a despesa aparecia como quitada. Diante do espanto de Tarso, o gerente explicou:
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- A publicidade gerada por hospedar a atriz Candice Bergen não tem preço. Sua conta está paga.
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Candice Bergen continua bonita em seus 62 anos. O alcoólatra Tarso não resistiu a uma cirrose hepática e morreu em 1991. Deixou saudades entre os amigos, as amantes e os apreciadores da maneira combativa, criativa e sagaz com que exercia o jornalismo.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

"UM NEGÓCIO DIFERENTE NO TANQUE"

O post sobre Pedro Victor de Lamare na F2 rendeu desdobramentos curiosos - clique aqui para ler o post e os comentários. E me fizeram lembrar de uma história relatada em 1985 à revista Auto Esporte por Pedro Barja, que até o ano anterior havia sido comissário técnico (ou assessor técnico, não lembro bem) da Confederação Brasileira de Automobilismo.
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Naqueles primeiros anos 1980 (e muito provavelmente antes, e depois também), pilotos e preparadores de várias categorias colocavam "aditivos" nos combustíveis de seus carros. Prática ilegal, mas disseminada como praga. Todo mundo sabia, muita gente usava, mas ninguém conseguia ou tinha interesse em flagrar os infratores.
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A certa altura, Barja conseguiu um cromatógrafo, aparelho que permitiria analisar detalhadamente as amostras de combustível e detectar o uso dos aditivos. "Tão preciso que pode detectar até uma gota de suor", exemplificou. Com ele, Barja esperava dar um fim ao uso de substâncias que, além de ilegais sob o aspecto desportivo, eram perigosas - quase todas serviam como base para a fabricação de explosivos. "São pura dinamite", resumiu Barja na entrevista.
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Foram bem poucas as corridas que tiveram amostras recolhidas e analisadas no cromatógrafo. Algumas adulterações surgiram, mas sabe-se lá por qual razão nenhum piloto, equipe ou preparador recebeu punição. Logo em seguida, também sem explicação, a CBA deixou de usar o cromatógrafo. Mais algum tempo e Barja desligou-se da CBA. Tudo isto, presumo, aconteceu no decorrer de 1984.
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Da curtíssima "era do cromatógrafo", sobrou uma história curiosa. Antes de uma corrida de Stock Car, Barja avisou a todas as equipes que seriam recolhidas amostras de combustível para posterior análise em laboratório. Assim foi feito e os exames revelaram a existência de "um negócio completamente diferente" em uma das amostras. O então representante da CBA procurou o respectivo piloto, expôs os fatos, fez um curto interrogatório e ouviu a confissão de uso de aditivos.
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"O tal negócio diferente era simplesmente ODD...", contou Barja. Seu raciocínio foi óbvio: se havia vestígios de ODD no combustível, é porque o tanque havia sido lavado por dentro para "apagar" o uso de aditivos ilegais. Foram-se os resíduos de "aditivos", mas ficaram os do detergente ODD.
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Na mesma entrevista, Barja revela o nome do piloto que lavou o tanque com ODD: Reinaldo Campello, vencedor de quatro corridas da Stock entre 1980 e 1982. Um personagem que, entre vitórias, histórias folclóricas e polêmicas, foi um dos incentivadores do automobilismo brasileiro entre as décadas de 1970 e 1980. Foi ele, por exemplo, quem articulou a ida da Stock Car a Portugal para disputar duas corridas no autódromo de Estoril em 1982.

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

FÓRMULA 2: PEDRO VICTOR DE LAMARE, TORNEIO BRASILEIRO DE F2, 1972

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Pedro Victor de Lamare foi um dos pilotos brasileiros que disputaram o Torneio Internacional de Fórmula 2, realizado no final de 1972. Alugou um March 722 e, nas três corridas disputadas, conseguiu um oitavo e um décimo lugar - os melhores resultados entre os brasileiros "não-F1" (Emerson, Wilsinho e Pace).
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Chama a atenção neste carro o patrocínio do detergente ODD (pronunciava-se "ó-dê-dê"), um dos mais vendidos na época. Não sei por quê, mas quando era bem pequeno eu tinha alguma fixação pelo ODD. Minha mãe tinha que comprar um de cada cor (havia o azul, o vermelho e o verde) para me deixar contente. Se eu já gostasse de corridas em 1972, de Lamare provavelmente teria minha torcida só por causa do ODD.

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

MOMENTO F1 NOSTALGIA - NÚMERO 8: MORENO E DE ANGELIS NA LOTUS

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Rianov Albinov achou outro momento raro da F1. Segue seu relato:
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Grande Pandini,
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Passeando pela net esses dias, achei uma foto simplesmente SENSACIONAL. Além de extrema beleza, o fotografo teve a felicidade de enquadrar na mesma foto Roberto Moreno e Elio de Angelis, a dupla na Lotus 91, nos treinos para o GP da Holanda de 82 em Zandvoort. Demais, não é?
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Abraços,
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Rianov
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O encanto de Rianov tem razão de ser. Moreno, então piloto de testes da Lotus, foi inscrito nessa corrida substituindo Nigel Mansell, que havia se contundido no GP anterior, no Canadá. O problema é que o brasileiro praticamente não havia feito testes naquele ano (o GP da Holanda de 1982 foi disputado em 3 de julho) e ainda por cima teve que encarar uma pista desconhecida e difícil como Zandvoort. O resultado não poderia ser outro: Moreno ficou com o penúltimo tempo nos treinos - a 1s5 de Eddie Cheever, que ficara logo à sua frente, e a 3s5 do companheiro De Angelis - e não se classificou para a largada.
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Este episódio "queimou" o nome de Moreno durante um bom tempo. Além de praticamente não ser mais aproveitado pela Lotus (só voltou a pilotar um carro da equipe durante algumas voltas nos testes realizados no Rio de Janeiro em 1984), o brasileiro, até então considerado extremamente promissor, viu seu conceito cair drasticamente no automobilismo europeu. Passou por diversas categorias, recuperou o moral e recebeu nova chance na F1 em 1987, pela AGS. Mas esta é outra história.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

QUE CARRO É ESTE?

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A foto acima foi enviada há mais de quatro meses pelo leitor Sérgio Marchi, com o seguinte texto:
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Pandini, sou um fan da Fórmula 1 antiga, que para mim é a verdadeira Fórmula 1. Gosto muito do seu site e minha sessão favorita, é claro, é a La Mosca Branca. Soube que você estava procurando a foto de um Fittipaldi F8C que correu no campeonato Aurora de carros da F1 antiga. Encontrei por acaso, na internet, a foto de um carro que me lembra muito o F8C da Fittipaldi, mas como ele está modificado, não tenho certeza se é o carro ao qual você se refere. Em todo caso, você pode conferir se este é ou não o modelo que está procurando.
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Tentei, mas não consegui descobrir se este carro é realmente um Fittipaldi F8C (ou qualquer outro modelo da equipe brasileira). Por isso, peço a ajuda de vocês. Que carro é este e quem está ao volante?

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sexta-feira, 10 de abril de 2009

MOMENTO PAI CORUJA

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Agora posso entender como se sente um piloto ao ver seu filho ganhando uma corrida de kart. Eu e minha mulher nos arrepiamos por completo ao ver o nome de nosso filhote numa assinatura de matéria.
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Clique nas imagens para ampliá-las e ler a reportagem publicada no "Estadinho" (suplemento infantil do vetusto Estadão) no sábado passado, dia 4 de abril. E, se quiser ler mais e ver mais fotos, entre no blog do figurinha.

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

FLAGRA

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Camarada Tiago Mendonça manda esta foto com a seguinte legenda: "Pandini fazendo testes de pré-temporada antes da abertura da FIAk".
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Brincadeiras à parte, a primeira corrida do ano aconteceu no Kart In, no Jaguaré, duas semanas atrás. Estreei na equipe Psychodelic Team Lotus ao lado do Alexander Grünwald. No sorteio, ele pegou o kart 19 e eu, o 20. E terminamos em sexto e sétimo lugares, com Grun na frente. Vitória do atual campeão, Bruno Terena (Napa Racing), com Lipe Paíga e Mendonça, companheiros da Fat'N Fast Racing em segundo e terceiro lugares.
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Antes que mandem correções: o nome da equipe é "Psychodelic" mesmo, e não "psychedelic". Aguardem o press-release e o coquetel de lançamento. Informaremos tudo, até os nomes e contas bancárias de nossos investidores.

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FÓRMULA 2: LIAN DUARTE NO PYGMÉE

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Estas duas fotos, "pirateadas" de um fórum francês, mostram momentos raros: Lian Duarte no cockpit de seu Pygmée de Fórmula 2 durante a temporada européia de 1972. "Raros" porque Lian, certamente, não tem recordações estimulantes desta fase de sua carreira.
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A Pygmée foi representada oficialmente pela Banting & Earle Racing Team, de Rodney Banting e Michael Earle. Pessimamente gerenciada, a equipe jogou no lixo a reputação da Pygmée, que tinha um bom histórico nas fórmulas 3 e 2, e proporcionou uma série de decepções a seus pilotos - Lian, José Carlos Pace, Patrick Dal Bo e um ou outro que correu eventualmente, um deles Derek Bell.
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Das 19 corridas de F2 realizadas na Europa em 1972, Lian esteve presente em sete e amargou três não-qualificações para a largada. Nas quatro corridas em que formou o grid, abandonou duas por acidente na primeira volta (Thruxton, junto com outros dois ou três pilotos, Pace entre eles, e Nürburgring) e duas por falhas mecânicas - completou uma volta em Hockenheim e duas em Imola, a última prova em que esteve presente. No meio da temporada, Lian e Pace deixaram a equipe.
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Três voltas percorridas em quatro corridas. É perfeitamente compreensível que Lian, um piloto que no ano anterior obteve vitórias no Brasil correndo com o Porsche 910 da ultra-organizada equipe Z (Hollywood), deseje esquecer sua passagem pela Pygmée - ou melhor, pela Banting & Earle. No final do ano, Lian disputou a Temporada Brasileira de Fórmula 2 (três provas em Interlagos) com um Surtees. Terminou em décimo lugar na primeira e abandonou as outras duas por acidente. Afastou-se das pistas e voltou a correr em 1984, defendendo a equipe oficial da Ford no Campeonato Brasileiro de Marcas. No ano seguinte sagrou-se campeão brasileiro, pilotando um Escort em dupla com Fábio Greco.
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Em 1972, a numeração dos carros de F2 mudava a cada corrida, como ainda acontecia na F1. As fotos podem ter sido tiradas em Pau ou em Rouen, as duas etapas em que Lian esteve inscrito com o número 23.

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terça-feira, 7 de abril de 2009

BLOGOSFERA EM MOVIMENTO: PROFESSOR HARIOVALDO ALMEIDA PRADO

Por indicação do Eduardo Guimarães, do Movimento dos Sem Mídia, descobri há algumas semanas o blog Professor Hariovaldo Almeida Prado. Nem vou falar do que se trata: entrem e descubram. Depois, comentem aqui o que acharam.
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Só uma dúvida: estou enganado ou "Hariovaldo Almeida Prado" era o nome do personagem do Paulo Autran em alguma novela?

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LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 136: DE QUATRO PARA DUAS RODAS

Eric Offenstadt e seu Matra MS1 durante o GP de Mônaco de Fórmula 3 de 1965.
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Offenstadt disputou algumas temporadas no Mundial de Motovelocidade 500 cm³ com uma Kawasaki. Foi o 6º colocado no campeonato de 1971.

A moto BUT desenvolvida por Offenstadt para a 500 cm³. Alguém pode me explicar o que é esse negócio de metal na roda dianteira? Fiquei sem entender se é um prolongamento do quadro ou alguma experiência maluca de suspensão.


Offenstadt conversa com o piloto francês Hubert Rigal.

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O La Mosca Blanca número 134 foi dedicado a Rolf Biland, heptacampeão mundial de Sidecar que chegou a tentar carreira no automobilismo. Desta vez, o tema é uma trajetória ainda mais incomum: a do francês Eric Offenstadt, que deixou o automobilismo e passou para o motociclismo. Até Michael Schumacher começar a disputar corridas de moto no ano passado, Offenstadt foi o único caso que conheci de piloto que optou pelas duas rodas depois de ter uma carreira relativamente longa sobre quatro.
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Na verdade, Offenstadt começou a correr com motos - o que era comum em todo o mundo até os anos 60. Entre seus contemporâneos nos campeonatos franceses de motovelocidade, estava Jean-Pierre Beltoise. No Brasil, na mesma época, Emerson e Wilsinho Fittipaldi disputaram várias corridas de moto antes de se dedicarem integralmente às quatro rodas. Offenstadt conquistou alguns títulos nacionais antes de passar para os carros, em 1963. Correu com algum sucesso em categorias como a Fórmula Júnior, a Fórmula 3 e a Fórmula 2 entre 1963 e 1969.
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Mais inusitado é que Offenstadt tenha optado pelas motos depois de encerrar sua carreira no automobilismo (aos 29 anos) por causa de um... acidente, ocorrido no circuito austríaco de Tulln-Langenlebarn em 1969. Deve ter se arrependido logo, pois já em 1970 participou do Mundial de Motovelocidade na 500 cm³ com uma Kawasaki. Correu até 1973, obteve alguns segundos e terceiros lugares e terminou em sexto no campeonato de 1971.
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A partir de 1974, Offenstadt pendurou de vez o capacete, mas continuou ligado ao motociclismo. Usou seu enorme conhecimento técnico para tornar competitivas as Motobécane que disputaram os campeonatos franceses e mundiais da 125 cm³ e participou do projeto de motos para a 500 cm³ como a H.O. e a BUT. As motos tinham muitas inovações interessantes, mas os resultados não apareceram.

Desde 1981, Offenstadt dedica-se à gastronomia: é dono do restaurante La Vigne Gourmande, próximo a Paris. Manteve o motociclismo como hobby até poucos anos atrás, quando foi convidado para atuar como colaborador técnico da fabricante francesa de motos Tecmas. Além disso, Offenstadt escreve eventualmente em um blog do site da revista Moto Revue.

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

LA MOSCA BLANCA - NÚMERO 135: UMA PISTA NO TELHADO...

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Mestre Mahar mandou estas fotos e o texto abaixo, sobre uma pista de testes que só pode ter sido obra de algum arquiteto muito doido. Fala, Mahar!
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Trata-se da pista de testes de Lingotto em Turim (Itália), construída, pasmem, na cobertura da fábrica da Fiat.
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Projeto revolucionário dos anos 20, a fábrica foi construída numa área de 40.000 metros quadrados. Com sua curva parabólica e seus 2 kms de extensão, Lingotto aparece nas cenas de perseguição aos quatro Mini Cooper no filme "Um golpe à Italiana" (Italian Job, 1969), com Michael Caine.
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A fábrica foi desativada nos anos 60, mas o complexo passou a receber uma série de empreendimentos voltados para a sinergia da cidade.
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A construção passou a contar com um centro de convenção, dois hotéis, um heliponto e uma enorme esfera de vidro, que seria destinada a reuniões de negócios confidenciais. Já o centro da pista conta com o restaurante mais concorrido de Turim.
Obs.: repare no anel de velocidade na terceira foto!
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Alguém pode me dizer que tipo de droga pesada se consumia na década de 1920? Rapé, talvez?...

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domingo, 5 de abril de 2009

ZIGUE-ZAGUE, PARTE 913.204.857 (E NÃO DEVERÁ SER A ÚLTIMA)

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A partir do começo dos anos 1970, à frente da recém-criada FOCA (Formula One Constructors Association), Bernie Ecclestone começou a moldar a "cara" da Fórmula 1 atual - para o bem e para o mal. Para não me chamarem de chato, vou ficar apenas com o "bem".
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Entre outras demandas, Bernie instituiu a cronometragem eletrônica padronizada. Antes, cada país contratava sua própria equipe de marcação dos tempos, gerando discrepâncias enormes de eficiência e competência de país para país - o Brasil, podem crer, nunca teve problemas nessa área. Também uniu as equipes para negociarem em conjunto as bases de premiação e presença nos GPs. Hoje, isso parece óbvio, mas até o início dos anos 1970 não era: o convite de participação cabia a cada organizador, que convidava quem bem entendesse. Com isso, algumas equipes ganhavam para comparecer e outras pagavam, e as duas listas mudavam a cada corrida. E há o lado mais conhecido da participação de Bernie: a transformação da F1 em um esporte atraente para as emissoras de TV. Isso gerou uma série de conseqüências negativas, mas por outro lado "abriu" a F1 à massa de fãs que, por razões geográficas ou financeiras, nunca compareceu a um autódromo.
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E chegamos ao quesito "programação dos GPs". Durante muito tempo, havia corridas com largada às dez da manhã, outras com largada à uma da tarde, outras às quatro. Rapidamente, chegou-se a uma padronização: treinos de sexta-feira e de sábado, mais warm-up e corrida, sempre nos mesmos horários locais - com pequenas variações, nunca superiores a uma hora, para eventuais adequações necessárias a cada país.
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No ano passado, Bernie começou a desarrumar tudo o que ele mesmo havia feito décadas atrás. Passou o GP da Malásia para o final da tarde, unicamente para agradar às emissoras de TV da Europa. Contrariou a própria filosofia da F1, de ser uma modalidade internacional com alcance global. E o resultado foi o que se viu neste domingo: encerrar o GP incompleto por... falta de luz natural. Quis agradar aos telespectadores europeus e acabou privando os de todo o mundo das últimas 24 voltas de corrida - e do correspondente tempo de exposição da F1 na TV.
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Os patrocinadores das equipes devem ter adorado.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

NO "PRIMEIRO MUNDO", LULA É TRATADO COM RESPEITO. AQUI...

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Da BBC Brasil (link: http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/04/090402_lulaobamavideo.shtml )
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira em Londres que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o "político mais popular da Terra".
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Obama fez o comentário em uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, em uma sala de conferência do Excel Center, em Londres.
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Um vídeo da BBC registra a cena em que os dois se cumprimentam. Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula: "Esse é o cara! Eu adoro esse cara!".
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Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz, novamente apontando para Lula: "Esse é o político mais popular da Terra".
Rudd aproveita a deixa e diz : "O mais popular político de longo mandato". "É porque ele é boa pinta", acrescenta Obama.

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Agora, prestem atenção na imagem abaixo. É a foto oficial dos chefes de estado reunidos com a rainha Elizabeth durante o encontro do G20 na Grã-Bretanha. Lula está ao lado dela. Cristina Kirchner, da Argentina, está na primeira fila. Líderes como Obama e Angela Merkel, da Alemanha, estão na segunda fila.
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Se fosse nos tempos do sociólogo que recebeu o Brasil como oitava economia do mundo e entregou oito anos depois como 15ª, os jornais brasileiros a estampariam em destaque na primeira página e escreveriam longos editoriais louvando o trânsito do presidente brasileiro entre os líderes mundiais. Como o sociólogo já morreu politicamente e só é levado a sério nas redações da "grande mídia", cobrem o encontro do G20 com o viés preconceituoso e distorcido que sempre destinam a Lula.
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O governo Lula tem erros? Sim, como qualquer outro. Pode-se discordar de muitas de suas ações e diretrizes. A diferença é que, ao contrário dos presidentes brasileiros que o antecederam desde 1964, Lula ganhou respeito mundial como um autêntico líder político e não como aliado dos governos do chamado "primeiro mundo".
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Finalizo com a observação de meu amigo Rodrigo Vianna:

Lula não é importante porque o Obama ou a Newsweek (que o colocou na lista dos mais influentes do mundo, bem à frente do Papa Ratzinger, por exemplo) reconhecem seu valor.
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Ele é importante porque:

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- criou mercado interno no Brasil;
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- faz uma polítca externa independente (que não tira os sapatos para os EUA);
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- não trata movimento social como questão de polícia;
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- e faz politica social de verdade, com o Bolsa- Família - como um social-democrata.
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Aqui no Brasil, há quem prefira dizer que ele "dá esmola aos pobres".
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Aqui no Brasil, há quem prefira chamá-lo de "apedeuta".
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Será que Obama também é um "apedeuta"?

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ZIGUE-ZAGUE

Com um pouco de sorte, muita ajuda dos deuses, dos astros e das marés, e contando com uma improvável paralisação da atividade cerebral de todos os homens e mulheres que possuem algum poder de decisão dentro da FIA, saberemos até o final do ano qual foi o resultado final do GP da Austrália.

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

A ARTE TUCANA (SERRISTA) DE MATAR BARATAS NO HOSPITAL

Esta saiu no blog do Paulo Henrique Amorim. Clique aqui se quiser ver direto da fonte, ou simplesmente leia abaixo:
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Serra a prefeito do PT: dê “chinelada” em baratas que invadiram hospital
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O governador José Serra sugeriu que o prefeito de Mauá – Osvaldo Dias (PT) – dê “chineladas” para acabar com as baratas, que invadiram até a UTI do Hospital Nardini, situado naquela cidade da Grande São Paulo.
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Ao lado de Serra, o secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata (!) tentou suavizar a fala do chefe. Porém, nada disse sobre como ter barradas as baratas do hospital.
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A reportagem sobre “chinelada” de Serra foi publicada no site Diário Online, do jornal
Diário do Grande ABC, e encaminhada ao Conversa Afiada pelo amigo navegante Cláudio Luiz Pessuti.
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A notícia é triste pelo que escancara de desrespeito do ilustre governador paulista, queridinho da "grande mídia", pela saúde pública. Mas é possível soltar um leve sorrisinho com a inacreditável ironia do nome do secretário de Saúde do "governo" Serra Chirico (ele odeia este sobrenome). Para que não fiquem dúvidas: o nome completo do secretário é realmente Luiz Roberto Barradas Barata.

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