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Automobilismo, motociclismo, música, política, cinema, história... Este é um espaço para compartilhar idéias, opiniões, imagens, sonhos e loucuras. Divirta-se!

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Nome: L-A. Pandini
Local: São Paulo, SP, Brazil

Jornalista nascido em Santos - safra 1968 - e radicado em São Paulo desde 1985. "A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco." (Salvador Dalí)

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

MORREU BALESTRE


Camarada Rodrigo Mattar manda e-mail: "Morreu Jean-Marie Balestre". O ex-presidente da FIA, da FISA e da FFSA (federação francesa) se foi ontem, dia 27, de causa ainda não revelada.

Figura polêmica, foi acusado de colaborar com os nazistas durante a Segunda Guerra - foi publicada até uma foto, supostamente sua, envergando farda. Balestre respondia a estas acusações brandindo uma carteira de integrante da Resistência Francesa. A autenticidade deste documento nunca convenceu a ninguém.

Não vou entrar em detalhes sobre sua briga com Ayrton Senna e a preferência por Alain Prost - muita gente vai escrever sobre isto e eu não tenho nada de novo a acrescentar, a não ser minha opinião. Nunca tive qualquer simpatia por Balestre. Mas aqueles que o acusam de "roubar" o título de Ayrton Senna em 1989 (por meio da desclassificação no GP do Japão) "esquecem" que para ser campeão o brasileiro precisaria vencer também a última corrida, na Austrália. E Senna não o fez.

Mas é inegável que sua gestão à frente da FISA (braço esportivo da FIA, criado no final de 1978 e extinto no começo da década de 1990) e da FIA foi importante sob vários aspectos. Balestre dava atenção à segurança nas corridas (aspecto para o qual seu sucessor, Max Mosley, só pareceu ter "acordado" após o trágico final de semana de Imola em 1994) e, sob sua gestão, todas as categorias importantes (F1, Esporte-Protótipos, Mundial de Rali, F3000) tiveram grandes momentos: muito público, interesse da mídia e grande número de participantes.

Foi a presença de Balestre que contrabalançou o imenso poder de Bernie Ecclestone, o todo-poderoso presidente da FOCA, sobre os destinos do automobilismo internacional. Ambos, autoritários e dispostos a jogar somente para ganhar, conviveram em rota de colisão durante dois ou três anos. No final de 1980, Ecclestone e Mosley chegaram a criar uma federação paralela, a WFMS (Federação Mundial de Esportes a Motor), e anunciar a organização de um campeonato de F1 alternativo ao da FISA, com a presença das equipes inglesas. A FISA reagiu. Federações e automóveis clubes que recebessem provas da WFMS seriam desfiliados e fabricantes de automóveis teriam revogadas todas as homologações concedidas.

Ecclestone e Balestre perceberam então que a rivalidade tinha um limite - e que ele não poderia ser ultrapassado, sob pena de ambos saírem perdedores. Enzo Ferrari atuou como uma espécie de moderador, e assim criou-se em 1981 a primeira versão do "Acordo de Concórdia", o documento que rege a Fórmula 1 até os dias de hoje.

O que teria acontecido com a F1 se Ecclestone e Balestre não tivessem chegado a uma composição? A resposta a esta pergunta é fácil e pode ser encontrada nos Estados Unidos. É só analisar o resultado da cisão entre a CART e a IRL, ocorrida a partir de 1996 e revertida neste ano sem que houvesse vencedores.

Com a eleição de Mosley para a presidência da FISA, em 1991, o equilíbrio de forças se perdeu - Mosley é um aliado de longa data de Ecclestone. E com Mosley chegamos aos dias atuais.
Façamos uma comparação entre o automobilismo que existia na "era Balestre" e o que passamos a ter na "era Mosley". Na década de 1980, havia pelo menos três campeonatos mundiais fortes (F1, Protótipos e Rali), todos com grande número de participantes. Deles, sobrou apenas a F1 - em expansão geográfica, mas sob perene ameaça de diminuição do número de equipes participantes. O Mundial de Protótipos foi extinto e o de Rali sobrevive, mas com poucas equipes de fábrica. (Para não estragar meu final de semana, prefiro nem tocar no assunto "regulamentos" da F1 e do rali.)

Há quem diga que Balestre, no trato pessoal, era até brincalhão. Alan Jones fez-lhe "chifrinhos" com os dedos no pódio do GP de Las Vegas de 1981. Nelson Piquet vivia "tirando sarro" de Balestre na frente de todo mundo - chegou a despejar uma garrafa de água gelada no bolso de seu paletó durante uma coletiva. Nenhum dos dois pilotos sofreu qualquer sanção. De qualquer maneira, a imagem pública de Balestre era a de uma pessoa detestável e ele nunca se esforçou para mudá-la. No começo de 1990, ainda com as feridas da briga Senna-Prost em pleno sangramento, Balestre decidiu ir a Interlagos para acompanhar o GP do Brasil. A corrida aconteceu dias depois do infame Plano Collor, que confiscou quase todo o dinheiro que os brasileiros tinham nos bancos (cada correntista ficou com Cr$ 50.000 - equivalentes na época a cerca de US$ 1.300 -, quantia decidida "cientificamente" em um sorteio feito pela ministra Zélia Cardoso de Mello, à base de papeizinhos dobrados - cada um com uma quantia diferente).

Tão logo chegou ao autódromo, Balestre tomou uma sonora vaia. Mas não se intimidou. Concedeu uma coletiva e, perguntado sobre as hostilidades que sofrera, não baixou a guarda:

- Isso não é nada. Na Córsega, é muito pior: em vez de tomates, eles jogam bombas. Além do mais, os brasileiros nem têm mais dinheiro para comprar tomates.

Isto era Jean-Marie Balestre.

22 Comentários:

Anonymous Vinícius disse...

Pandini

pelo que sei o Piquet também fez ``chifrinhos´´ no Balestre .

Agora,quanto a briga dele com o Senna em favor de Prost, o Senna chegou falar algo mais pesado em relação a ele, logo depois que Balestre perdeu a re-eleição para Moisley, e se você se lembra de mais algum episódio polêmico dele além da briga citada acima e da possivel colaboração dele com os nazistas ?

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 16h24min00s BRT  
Anonymous António Barbosa disse...

Luiz Alberto Pandini
Eu concordo que é redutor ver nos mandatos de Jean Marie Ballestre apenas as quesilias que teve com Ayrton Senna, em muitos aspectos foi melhor do que com Max Mosley.
Mas atenção : você diz que Senna não venceu na Austrália...mas isso é inverter os factos : de que lhe adiantava ganhar a última prova se já tinha perdido o campeonato no Japão ?
Isso é como ir fazer um exame quando se sabe que se reprovou no fim do ano nem que tenha 20 valores.
E por outro lado não é pelo facto de morrer que retira a Ballestre o facto de ter sido uma figura algo sinistra no mundo da F1...o mesmo acho de Ecclestone que por muito mérito e fortuna que tenha não deixa de ser uma figura estranha.
Em relação ao passado Nazi de Ballestre..nenhuma novidade...Também Mosley e sua familia são conhecidos fascistas Europeus.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 16h36min00s BRT  
Blogger L-A. Pandini disse...

António, não há qualquer "inversão de fatos". Senna precisava vencer as três últimas corridas do campeonato de 1989 para ser campeão. Isto já era sabido logo após o GP de Portugal. Em seguida, Senna venceu na Espanha e depois veio o polêmico GP do Japão.

Senna e a McLaren contavam com a vitória na Austrália para entrar com uma apelação contra a desclassificação do brasileiro no GP do Japão. Ainda havia chance de ela ser revogada.

Se Senna tivesse vencido na Austrália e a desclassificação do Japão fosse confirmada, aí sim haveria ambiente propício para alimentar teorias conspiratórias. Como Senna não venceu, fica completamente sem sentido qualquer discussão a respeito da influência da desclassificação de Suzuka na definição do campeonato.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 16h57min00s BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Têm uma coisa que os brasileiros se esquecem nesta briga Senna x Ballestre :
Foram os comissários do G.P. do Japão que desclassificaram Senna, pois Ballestre mesmo sendo presidente da FISA, não poderia atropelar a autoridade dos comissários( vide o caso dos
combustíveis na última prova da temporada de 2007 ). O que ele fez, foi agilizar o processo e pedir a paternidade do filho, para ninguém falar nada. Tanto que, às vésperas da abertura da temporada de 1990, Senna não tinha a superlicença para correr e, cogitou-se até, do piloto brasileiro correr na F-Indy, pois o mesmo não queria engolir um belo de um sapo.

Jorge Roberto

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 17h03min00s BRT  
Blogger Juliano "Kowalski" Barata disse...

Belíssimo texto, Pandini. Vale uma reflexão sobre como a paixão pode distorcer uma visão centrada frente a fatos e circunstâncias.

As pessoas são complexas, não são personagens planos como mocinhos e bandidos de Hollywood.

Senna, Prost, Balestre, Mosley e qualquer outro ser humano possuem facetas positivas e negativas, que inclusive são relativas aos olhos de quem os vê.

[]s!

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 17h16min00s BRT  
Anonymous Ron Groo disse...

É famosa a foto em que Piquet faz chifrinhos também no francês. Não gosto dele tanto quanto não gosto de Max ou Eclestone, porém não o odeio como os sennistas. Afinal se ele não agisse como agiu talvez a imagem de Senna não fosse tão forte, afinal ele era "o piloto que corria contra os adversários e contra a cartolagem", o que convenhamos é uma besteira grossa.
Como já disse: Que a terra lhe seja leve.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 19h50min00s BRT  
Anonymous Ron Groo disse...

Desculpa voltar, esqueci de convidar... Quer me dar a honra de testar sua memoria musical em meu blog?

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 19h51min00s BRT  
Blogger L-A. Pandini disse...

Esta postagem foi removida pelo autor.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 21h17min00s BRT  
Blogger L-A. Pandini disse...

Groo e Vinicius, quem está fazendo os chifrinhos em Balestre é Alan Jones, que foi cortado da foto. Ela foi publicada (por inteiro) na revista Rombo com a reportagem do título.

Eu tenho essa revista. Vou procurá-la e colocar a foto inteira aqui.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 21h18min00s BRT  
Anonymous granito disse...

Esse ai já vai tarde, era bandido.Inclusive com ligações com nazistas.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 21h53min00s BRT  
Anonymous egidio manoel disse...

gostei de sua observação pandini, sobre a gestão balestre. tinhamos mundial de marcas( extinto de maneira autoritaria pela dupla eclestone e mosley) mundial de rali forte(cada ano capengando mais) e F1. e so ver o que aconteceu desde a chegada de mosley para ver que eclestone esta disposto a acabar com qualquer categoria que faça sombra a sua galinha dos ovos de ouro, a F1.
sobre senna X balestre, toda a briga perdeu sentido mesmo com a batida de senna na australia.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008 23h59min00s BRT  
Blogger João Carlos Viana disse...

Pandini

O Jorge Roberto levantou algo em que sempre estive na dúvida. Afinal, quem desclassificou o Senna no Japão/89? Balestre ou os comissários japoneses. Nas minhas contas, pelo que vi, o Senna foi punido justamente, mas sempre teve essa onda.

Abraços!

Sábado, 29 de Março de 2008 13h34min00s BRT  
Blogger Speeder_76 disse...

Pandini, excelente artigo. Nem sabia que a foto era o Jones a fazer os "chifres". Tás a ver como o Piquet arcava tudo, até de coisas que não fez?


Segundo: Tava à procura dessa declaração do Balestre, mas como estou em viagem e só posso ir a Cafés de Net, com tempo limitado, não consegui. Obrigado por lembrares!

Sábado, 29 de Março de 2008 17h19min00s BRT  
Anonymous Milton M. Bonani disse...

Engraçado que depois que saiu da presidência da FIA, o "nazi" Balestre confessou que ajudou, sim, o Prost. O Prost, claro, repudiou essa confissão, dizendo que o Balestre estava velho ou gagá ou doente ou coisa parecida.

Uma coisa que eu não consigo entender: Por que, vocês blogueiros esquerdistas, sempre criticam quem torce pelos brasileiros? Vocês querem que a torcida seja para quem, afinal? Ou será uma coincidência?

Aliás, achar engraçado alguém que vêm ao Brasil tirar sarro de brasileiro é, para dizer pouco, lamentável.

Domingo, 30 de Março de 2008 09h17min00s BRT  
Blogger L-A. Pandini disse...

Milton, talvez não tenha sido sua intenção, mas recebo o termo "blogueiro esquerdista" como elogio.

Não critico (ou "não criticamos") a quem torce pelos brasileiros. Eu mesmo torci muito por Piquet e por Emerson. O que não me impediu de torcer também para Gilles, Scheckter, Prost, de Angelis, Rosberg, Schumacher, Raikkonen e outros.

O que critico (criticamos) é o ufanismo exacerbado, cego, sem razão, que transforma brasileiros em heróis e seus adversários em vilões. Tal ufanismo fica mais ridículo ainda quando transforma brasileiros em vítimas e estrangeiros em algozes. Também criticamos o fanatismo que tira de certos locutores, comentaristas e torcedores a capacidade de reconhecer o óbvio: brasileiros também erram, brasileiros também têm dias ruins, brasileiros também podem ser menos talentosos do que seus colegas de outros países.

Certa mídia insufla seu público não a admirar um esporte (qualquer esporte), mas a admirar vitórias brasileiras mostradas ao som de musiquinhas e hinos. Foi o que aconteceu com o automobilismo. Tais "ideólogos" não percebem que, quando os "heróis nacionais" saem de cena por um motivo ou por outro, sobra o vazio. E aí ficam lamentando a "queda de audiência e de interesse".

(Em tempo: "heróis", para mim, são os homens e mulheres do corpo de bombeiros, os brasileiros que vivem de salário mínimo, as mães que criam de seus filhos equilibrando as tarefas de casa e as de um trabalho mal remunerado, e outros anônimos que muitas vezes estão bem na nossa frente. Esportistas que recebem salários milionários podem ser qualquer coisa, menos "heróis".)

Outra característica interessante dos ufanistas é a facilidade com que transitam da idolatria desmedida ao desprezo mais cruel. São todos hipócritas: se o "herói" não se revela o "melhor do mundo", mas "apenas" um dos melhores, vira motivo de chacota. Pense em Rubens Barrichello e você entenderá o que quero dizer.

Quanto à sua última frase, você certamente fez alguma interpretação errada a respeito de algo que escrevi. Mas, aproveitando: por que tantos brasileiros são tão sensíveis a críticas, mesmo quando procedentes?

Qualquer forasteiro que baixe em São Paulo vai deparar com uma cidade caótica, mal cuidada, explorada de maneira selvagem, cortada por um imenso rio poluído correndo a céu aberto e com um indecente contraste entre a opulência de poucos e a miséria de muitos. O estrangeiro se escandaliza com isto e muitos paulistanos/paulistas/brasileiros ficam "indignados" pela crítica, pedem desculpas públicas pelo atrevimento do estrangeiro de achar que tem um monte de coisas erradas por aqui. Esperam o quê? Elogios? Complacência?

Tenho orgulho de meu país, mas não é por isso que deixo de exercer o saudável exercício da autocrítica.

Um abração para você, Milton. (LAP)

Domingo, 30 de Março de 2008 13h31min00s BRT  
Anonymous walter disse...

Acho uma pena que a discussão ufano-não-me-ufano dê corpo a um erro óbvio.
O erro é achar que as condições do Gp do Japão de 1989 foram normais.
Não foram.
Desde a definição do lado em que largaria o 'pole position'. Balestre influiu. De forma definitiva. Foi uma vergonha.
Ufanista ou não, viúva ou não, esse é um momento feio da história da F1.

Domingo, 30 de Março de 2008 14h21min00s BRT  
Anonymous Milton M. Bonani disse...

Pandini,

Obrigado pela resposta.

Quando eu os chamei de blogueiros esquerdistas,não quis ofender ninguém em absoluto. Só notei que todos vocês, sem exceção, têm posicionamentos idênticos no que diz respeito aos nossos esportistas.

Repetir o que o Balestre falou ao final do post, deixou a impressão que você gostou daquela frase. Mas vejo que interpretei mal o escrito.

Quanto à sua pergunta, eu acredito que o posicionamento com relação às críticas é o mesmo que temos em relação aos nossos filhos. Você sabe que eles têm defeitos como todo mundo, mas não admite que outras pessoas o critiquem. Ou "admite" com muita má-vontade.

Para mim gente de fora vir falar mal daqui, é o mesmo que falar dos defeitos dos meus filhos, que como todo mundo sabe, são perfeitos. :-)

Um abraço.

Domingo, 30 de Março de 2008 15h02min00s BRT  
Anonymous António Barbosa disse...

O Luis Alberto Pandini não admite como possivel que da mesma forma que os adeptos de Ayrton Senna têm a sua visão dos factos alterada pelo facto de o serem o próprio Luis Alberto não tenha essa mesma visão também deturpada pelo facto de não gostar de Ayrton Senna ?
é uma equação possivel ou não ?

Domingo, 30 de Março de 2008 17h51min00s BRT  
Blogger L-A. Pandini disse...

Sr. António, por favor leia com atenção o que escrevi ao Milton Bonani. Ali está a resposta à sua pergunta.

Domingo, 30 de Março de 2008 19h34min00s BRT  
Blogger Calango disse...

Fala Pandini!

Já faz um bom tempo que você não escreve uma coluna no Gepeto (quase dois meses). Tá fazendo falta por lá.

Abraços!

Segunda-feira, 31 de Março de 2008 09h02min00s BRT  
Anonymous Vinícius disse...

Pandini

Obrigado pela resposta quanto aos ``chifrinhos´´, agora voltando ao Balestre,e a Briga dele com o Senna e a preferência dele pelo Prost, você lembra alguma declaração feita por Senna logo depois da eleição da FISA em que Balestre perdeu para Mosley em 91?

Segunda-feira, 31 de Março de 2008 17h08min00s BRT  
Anonymous Anônimo disse...

voltando aos "chifrinhos"

ta aí a prova cabal que Piquet tb botou chifrinhos no Balestre:
http://www.youtube.com/watch?v=8tjEsH7uUnM

Sábado, 12 de Julho de 2008 13h21min00s BRT  

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